23 Julho 2017

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Controle da hanseníase em Jardinópolis tem reconhecimento da OMS e premiação do SUS

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Índice de prevalência da doença no município está entre os mais altos do estado. Saúde intensifica busca ativa de casos para tratamento e orientação à população.

O presidente da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH), Marco Andrey Cipriani Frade, receberá o Troféu NUEPES (Núcleo de Estudos, Pesquisa e Extensão em Educação Permanente para o SUS). Ele foi indicado pela comissão organizadora do III Congresso Internacional de Atenção Primária à Saúde, que acontece de 4 a 6 de maio em Teresina (PI). O troféu é dedicado a profissionais que se destacam em trabalhos em favor do SUS​. Em destaque, toda sua atuação em levar capacitação em hanseníase a quase todas as regionais de saúde do estado do Piaui desde 2015​.

Em janeiro, Frade com seu aluno de doutorado Fred Bernardes Filho tiveram ​o projeto “Implementação das ações de controle da hanseníase no município de Jardinópolis”, cidade com aproximadamente 38 mil habitantes localizada no interior paulista, aprovado pelo Implementation Research Program da Organização Mundial de Saúde (OMS). O programa reconhece estratégias inovadoras de intervenções em saúde pública e objetiva promover melhoria dos cuidados destinados à população. O projeto conta com ações em três frentes: treinamento de profissionais de saúde (desde médicos, a enfermeiros, agentes comunitários de saúde, dentistas, assistentes sociais, terapeutas ocupacionais e outros), seguimento de pacientes ​com diagnóstico de hanseníase e exame clínico dos seus comunicantes (pessoas próximas aos doentes) e orientação à comunidade por meio de campanha educativa.

Marco Andrey é ​chefe da Divisão de Dermatologia Faculdade de Medicina​ de Ribeirão Preto​ - USP​ e coordenador do Centro de Referência em Dermatologia Sanitária do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP-USP). Durante todo o ano, além das atividades acadêmicas, ele organiza treinamentos gratuitos para profissionais de saúde (médicos, enfermeiros, assistentes sociais, dentistas, agentes comunitários de saúde etc.) em todo o Brasil, especialmente em regiões hiperendêmicas para a hanseníase, com participação de estudantes​ de graduação, pós-graduação e residência que têm oportunidade de conhecer o cenário da doença no Brasil.

​“Ainda assim, temos encontrado elevado número de casos de hanseníase em cidades que estão oficialmente controladas, como Brasília e Jardinópolis (interior paulista), o que tem despertado atenção do Ministério e secretarias estaduais e municipais de saúde para o contraste entre os números oficiais e os reais da doença, e o motivo disso está na falta de informação dos profissionais de saúde e da sociedade sobre a hanseníase”, alerta Marco Andrey.

Cenário em Jardinópolis

Em 2014, o índice de prevalência da hanseníase em Jardinópolis foi de 0,73 casos para cada grupo de 10.000 habitantes – a OMS entende que a doença está sob controle em regiões cujo índice de prevalência seja se até 1 caso para 10.000 habitantes.

Mas a SBH estima que existam pelo menos três ​a dez ​vezes mais doentes do que indicam os números oficiais. A doença é sub​estimada no Brasil. Assim, em 2015, com a intensificação de ações de busca ativa de casos​ em Jardinópolis pela equipe do Centro de Referência Nacional em Dermatologia Sanitária (CRNDSHansen do Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto)​, o índice subiu para 4,4, sendo o mais alto do estado de São Paulo. O índice de 2016 ainda não foi divulgado, mas o médico da Vigilância Epidemiológica de Jardinópolis, Fred Bernardes Filho, estima que não será menor que os números de 2015, pois m​ais de 100 pacientes estão atualmente em tratamento.

Dentre os pacientes avaliados em 2015, 75% apresentavam algum grau de incapacidade, como perda de sensibilidade grave​. Mas a doença pode provocar cegueira, ​perda de movimentos, ​dentre outras sequelas.

“Orgulhosamente recebo essa honraria em defesa de um SUS que acredito e que busca melhorar a vida das pessoas, passando obrigatoriamente pela nossa função de educar e treinar/capacitar os milhares de dedicados profissionais da rede de atenção primária do país”, agradeceu o presidente Marco Andrey à comissão que fez a indicação ao Troféu NUEPES.