Fapema realiza segunda etapa do lançamento do Plano de Trabalho

Fapema realiza segunda etapa do lançamento do Plano de Trabalho
maio 09 03:00 2016

fapemaDessa vez, a equipe irá viajar aos municípios de Bacabal, Coroatá, Codó, Timon e Caxias

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema) realiza no mês de maio a segunda etapa das viagens de divulgação do Plano de Trabalho 2016. A instituição prevê para este ano um investimento da ordem de R$ 50,3 milhões nas áreas de ciência, tecnologia e inovação fomentando projetos que contribuam para o desenvolvimento do Maranhão.

A primeira apresentação acontece dia 10 de maio, às 19h, no auditório da Universidade Federal do Maranhão em Bacabal. Em seguida, dia 11 de maio, a comitiva da Fapema, capitaneada pelo diretor-presidente da instituição, Alex Oliveira, inicia a exposição do Plano às 10h em Coroatá, na quadra poliesportiva da Universidade Estadual do Maranhão (Centro de Estudos Superiores). No mesmo dia será feita a apresentação em Codó, também no auditório da UEMA na cidade, às 19h.

No dia 12 é a vez dos municípios de Timon e Caxias. No primeiro, o Plano de Trabalho será apresentado no auditório do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), às 10h. Em Caxias, a apresentação será às 19h, no auditório da UEMA (Centro de Estudos Superiores).

A apresentação do Plano será feita a professores, pesquisadores e estudantes. Segundo Alex Oliveira, a importância dessas visitas aos polos de ensino superior do Maranhão está em aproximar os pesquisadores do que vem sendo desenvolvido pela Fundação de Amparo à Pesquisa. “A ideia é fazer com que eles se sintam contemplados nas diversas linhas de ação apresentadas e possam construir projetos de pesquisa a partir do que está sendo demandado pelo Governo do Estado”, esclarece Alex Oliveira.

Oportunidades – O Plano de Trabalho tem por foco Mais Ciência e Inovação para Todos Nós e está estruturado em quatro linhas de ação: Mais Ciência; Mais Inovação; Mais Qualificação e Popularização da Ciência.

Dentro desses quatro eixos estão inseridos 15 programas e 44 editais. Segundo Alex Oliveira, todos os objetivos transversais e metas a serem alcançadas se baseiam nessa temática e nos eixos desenvolvimento social, conhecimento da biodiversidade e competitividade com inclusão produtiva. O diretor-presidente explica que a ideia é que, em 2016, a Fapema continue a trabalhar com as metas já traçadas, de forma a aprofundar os objetivos da Fundação com ênfase nas parcerias e na captação de recursos e visando produzir ciência com Mais Inclusão Produtiva e Inovação Tecnológica. “Nas ações deste ano, além do fomento ofertado por meio dos programas já citados, terão destaque a promoção de eventos de popularização da ciência, como valorização da pesquisa e propriedade intelectual, novas tecnologias educacionais e cooperação internacional França e Brasil”.

Alex Oliveira ressalta que, em primeiro lugar, foi trabalhada a questão do campo social e três desafios foram postos em destaque: a melhoria das políticas públicas, a garantia de direitos humanos negados ou de difícil acesso e a produção de conhecimento que alimente a nossa sabedoria humana. “Em seguida foi necessário pensarmos no lugar onde podem se materializar nossas ideias, o lugar que repousa o conhecimento e os recursos, ou seja, o meio ambiente e sua biodiversidade. Neste campo transversal destacamos como desafio um melhor conhecimento dos recursos naturais, para aumentar a resiliência ambiental e a relação do homem com a natureza”.

O Plano de Trabalho contempla, ainda, outros campos do conhecimento, como o da competitividade, no sentido de promover a inovação tecnológica para todos. “Não se trata, apenas, da questão do lucro em si, mas do compromisso transversal de gerar mais inclusão produtiva e de criar novos empreendimentos, sem subjugar seus desafios sociais e ambientais”, justifica Alex Oliveira.

O diretor-presidente ressalta que a proposta do Plano é criar uma aproximação das universidades e centros de pesquisas com os anseios da sociedade, em suas demandas sociais, ambientais e produtivas. “Esta política não visa destituir a universidade de suas prerrogativas constitucionais de autonomia didática e científica, mas sim fortalecer os elos entre atores da comunidade científica e da sociedade”.

Plano e efeitos – De acordo com Alex Oliveira, a Fapema tem obtido resultados positivos com os trabalhos desenvolvidos nessa nova gestão. Ele revela que, em 2015, na linha Mais Ciência houve um aumento no número de projetos de pesquisas apoiados, passamos de 574 apoiados em 2014, para 664 projetos em 2015. Já na Mais Qualificação houve ampliação no número de bolsistas contemplados pela Fundação, com destaque para a pós-graduação, que obteve um crescimento de 58% em relação a 2014.

O diretor-presidente conta que outro resultado importante refere-se à interiorização dos investimentos em ciência e tecnologia do estado, diminuindo a concentração de investimentos na Capital e propiciando um crescimento de 8% nos investimentos no interior do estado, rompendo uma estagnação histórica de mais de três anos, na ordem de 18% dos investimentos. “Estes ganhos se repetem em todas as linhas de ação e se reforçam na medida em que abrimos espaço para novas possibilidades de participação como no Universidade de Todos Nós, Solidários, Startups, Agricultura Familiar e Tecnologia Social”, finaliza.

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