Presença feminina é marcante nas diversas áreas de CT&I

Presença feminina é marcante nas diversas áreas de CT&I
março 09 14:05 2012

MulherCienciaDesde a época da física polonesa e premiada Marie Curie (1847-1934) até os dias atuais houve uma grande mudança no papel e posição das mulheres na ciência brasileira.

“Prova disso é que a presença feminina é cada vez maior não apenas na pesquisa, mas na direção de órgãos de fomento à pesquisa científica e tecnológica no País”, afirmou a diretora-presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Maranhão (Fapema), Rosane Guerra, durante o Fórum Nacional do Conselho de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti) e Conselho das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap), que teve início nesta quinta-feira (08/03) e prossegue até esta sexta-feira (09/03), em Curitiba-PR.

A dirigente relembrou que, em 2010, ela era a única diretora-presidenta de uma FAP em todo o País. Hoje, este número saltou para seis presidentas à frente de fundações estaduais de amparo Imperatrizà pesquisa, nos Estados do Amazonas, Alagoas, Goiás, Maranhão, Rio Grande do Norte e Tocantins. “Veja que são Estados, culturalmente, com machismo mais arraigado. Isso representa a quebra de um paradigma”, disse.

Segundo ela, no Confap, nunca foi registrado um número tão significativo de mulheres gestoras.

Por outro lado, para a analista de Ciência e Tecnologia do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Ana Assad, a presença da mulher em cargos de alta gestão no campo de CT&I ainda tem muito a crescer.

Ana_Assad“Cada vez mais, as mulheres assumem cargos de média gestão na área de CT&I, como coordenadoras, chefes de departamento, diretoras de instituições de pesquisa e órgãos de fomento, mas na alta gestão ainda é quase inexistente. Para esses cargos, existem mulheres muito competentes que podem assumir essas posições”, analisou.

Para a diretora científica da Fundação Araucária, do Paraná, Janesca Alban Roman, a mulher está cada vez mais à frente no campo da pesquisa e também nos cargos de gestão na área de CT&I. “A mulher se dedica com organização e com foco nos detalhes”, disse pontuando características do perfil feminino na ciência.

Roman está há dois meses no comando da diretoria científica da FAP do Paraná (Araucária) e relata a grandiosidade da experiência. “É uma atividade bem diferente da sala de aula. Está de fato na outra ponta do processo técnico-científico”, frisou.

Segundo a assessora jurídica da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amapá, Soraia Carvalho, a mulher tem uma participação fundamental na definição das políticas científicas do País, se destacando em várias frentes, desde a pesquisa de campo até as discussões estratégicas no setor. “Hoje, as mulheres ocupam e participam cada vez mais de projetos importantes para a ciência e a sociedade. Um exemplo disso foi quando tive a oportunidade ir até a Base de Lançamento Kouro, na Guiana Francesa, onde ocorrem lançamentos de foguetes. Surpreendi-me com o número de mulheres no comando dos experimentos e atividades”, relatou.

 

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