Nº 31 – Desafios da Síndrome Congênita do Zika

Nº 31 – Desafios da Síndrome Congênita do Zika
dezembro 11 08:45 2017

O Brasil possui uma população de 201,5 milhões de pessoas, dos quais 59,7 milhões têm menos de 18 anos de idade (Pnad 2013). É um mar de gente que necessita da garantia de direitos e deveres e condições adequadas para que se desenvolva físico e intelectualmente. De 1990 a 2012, o Brasil reduziu a taxa de óbito entre crianças menores de 1 ano em 68,4%, atingindo a marca de 14,9 mortes para cada 1.000 nascidos vivos, segundo o Ministério da Saúde (SIM/Sinasc 2012).

No entanto, bebês de até 1 ano ainda morrem por causas que podem ser evitadas. De 1990 a 2013, o percentual de crianças com idade escolar obrigatória fora da escola caiu 64%, passando de 19,6% para 7% (Pnad). Ainda assim, mais de 3 milhões de meninos e meninas ainda estão fora da escola (Pnad, 2013). Não é difícil identificar a quem a exclusão escolar atinge: são pobres, negros, indígenas, quilombolas e deficientes. A maioria vive nas periferias dos grandes centros urbanos, no Semiárido, na Amazônia e na zona rural. E é comum que muitas crianças deixem a escola para trabalhar e contribuir com a renda familiar.

O Maranhão, infelizmente, está representado por meio desses graves índices de desenvolvimento humano relativos à infância. Para reverter essa realidade, o Projeto de Mobilização Social pela Primeira Infância da Defensoria Pública do Estado do Maranhão integra um conjunto de ações articuladas nas áreas de educação, saúde, cultura e assistência social que são desempenhadas por embaixadores e parceiros. A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) participa da campanha por meio desta edição da revista Inovação que publica a partir da reportagem de capa Desafios da síndrome congênita do zica (página 20), uma série de estudos voltados à primeira infância.

Trazemos também uma entrevista (página 10) com o fármaco-bioquímico, professor e coordenador do Laboratório de Pesquisa Clínica do Centro de Pesquisa Clínica do Hospital Universitário da UFMA (LPC-CEPEC-HUUFMA), Raimundo Antônio Gomes Oliveira, que fala do trabalho de pesquisa e assistência às crianças pacientes portadoras de leucemias do Instituto Maranhense de Oncologia Hospital Aldenora Bello (IMOAB).

A partir desta edição apresentamos duas colunas, a Foto Síntese, de fotografia (página 07) e a Sábias Palavras, de opinião (página 52). A primeira é oferecida para que professores-pesquisadores divulguem imagens de seus trabalhos. A segunda é um espaço reservado para artigos opinativos. Esperamos com nossa publicação contribuir para a melhoria de condições de vida para nossas crianças. Boa leitura!

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