Pesquisa apoiada pela FAPEMA transforma coproduto do arroz em aliado da pecuária maranhense
A ciência desenvolvida no Maranhão segue mostrando que inovação e sustentabilidade podem caminhar lado a lado para fortalecer a produção rural. Com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), por meio da Bolsa de Iniciação Científica (BIC), Luziana Araújo da Silva, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), desenvolveu, uma pesquisa que revela o potencial do cuim, coproduto do arroz amplamente disponível no estado, para melhorar a qualidade da silagem de capim massai, contribuindo para uma alimentação animal mais nutritiva e com menor perda durante o armazenamento. A pesquisa tem a orientação do professor doutor Aldivan Rodrigues Alves.
O estudo, intitulado “Microbiologia da Silagem de Panicum maximum Jacq. cv. Massai com Aditivo do Coproduto do Arroz (Cuim) em Anaerobiose”, avaliou diferentes níveis de inclusão do cuim na produção da silagem, buscando alternativas para conservar melhor a forragem utilizada na alimentação dos rebanhos, especialmente nos períodos de escassez de pastagens.
Os resultados demonstraram que o uso do cuim proporcionou melhorias significativas na qualidade da silagem. A pesquisa identificou aumento das bactérias ácido-láticas, fundamentais para uma fermentação eficiente e conservação do alimento, além da redução de mofos e leveduras, microrganismos responsáveis pela deterioração e perda de nutrientes. Também foram registrados maiores teores de matéria seca, proteína e gordura, juntamente com a redução das frações fibrosas, favorecendo o melhor aproveitamento dos nutrientes pelos animais. Entre os tratamentos avaliados, a inclusão de 30% de cuim apresentou o melhor desempenho.

Além de ampliar o conhecimento científico sobre a conservação de forragens, o trabalho oferece uma alternativa viável para agregar valor a um subproduto já presente na cadeia agropecuária maranhense, contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes, sustentáveis e economicamente vantajosos para os produtores rurais do estado.
“Ver os resultados confirmarem o potencial do cuim para melhorar a qualidade da silagem foi muito gratificante. A pesquisa mostra que é possível transformar um recurso já disponível no Maranhão em uma solução prática que beneficia a produção animal e fortalece o desenvolvimento da agropecuária”, destaca a pesquisadora Luziana Araújo da Silva.

Para Luziana da Silva, o apoio da FAPEMA foi decisivo para transformar a ideia em resultados concretos. “A Bolsa de Iniciação Científica da FAPEMA foi importante para a realização deste estudo. Esse incentivo fortalece a formação de novos pesquisadores, amplia a produção de conhecimento e permite que a ciência gere soluções com impacto direto para a sociedade”, afirma.
Ao incentivar pesquisas voltadas às necessidades do estado, a FAPEMA estimula o desenvolvimento de tecnologias capazes de melhorar a produtividade no campo e promove o aproveitamento sustentável de recursos locais.