Derretimento de gelo na Antártida e na Groenlândia está mais rápido

Derretimento de gelo na Antártida e na Groenlândia está mais rápido
setembro 24 11:36 2009

Pesquisa do British Antarctic Survey (BAS) e da Universidade de Bristol publicada nesta quarta-feira (23) pela revista “Nature” aponta uma aceleração da perda de gelo via glaciares da Antártida e da Groenlândia. No caso do continente antártico, os cientistas analisaram 43 milhões de dados colhidos por satélites da Naderretimento_gelo_antartidasa, a agência espacial americana. Para avaliar a situação na Groenlândia, foram 7 milhões de medições. Nos dois casos, o período analisado é de 2003 a 2007.

Glaciar é um rio de gelo alimentado pelo acúmulo de neve. Ele escoa das montanhas para regiões mais baixas, onde o gelo pode derreter, se romper no oceano na forma de icebergs ou reforçar uma plataforma de gelo (Foto: British Antarctic Survey (BAS))Os cientistas chegaram a concluões nada animadoras: essa “dinâmica de afinamento” atinge, agora, todas as latitudes da Groenlândia; ela se intensificou em áreas costeiras estratégicas da Antártida; para piorar, está também penetrando profundamente o interior dos mantos. Na Groenlândia, os especialistas estudaram 111 glaciares que se movem rapidamente e localizaram 81 afinando em um ritmo duas vezes mais veloz do que o de glaciares de movimento lento, na mesma altitude. Também descobriram que a perda de gelo em muitas geleiras da Antártida e da Groenlândia é maior do que o ritmo de queda de neve no interior dos territórios. Na região antártica, as geleiras que afinam mais rápido são a da Ilha Pine, a Smith e a Thwaites. A perda de gelo ocorre a um ritmo de 9 metros por ano.derretimento_gelo_antartida2

Os cientistas chegaram a concluões nada animadoras: essa “dinâmica de afinamento” atinge, agora, todas as latitudes da Groenlândia; ela se intensificou em áreas costeiras estratégicas da Antártida; para piorar, está também penetrando profundamente o interior dos mantos. Na Groenlândia, os especialistas estudaram 111 glaciares que se movem rapidamente e localizaram 81 afinando em um ritmo duas vezes mais veloz do que o de glaciares de movimento lento, na mesma altitude. Também descobriram que a perda de gelo em muitas geleiras da Antártida e da Groenlândia é maior do que o ritmo de queda de neve no interior dos territórios. Na região antártica, as geleiras que afinam mais rápido são a da Ilha Pine, a Smith e a Thwaites. A perda de gelo ocorre a um ritmo de 9 metros por ano.

“Fomos surpreendidos ao ver um padrão tão forte de afinamento das geleiras em uma área costeira tão vasta”, afirmou Hamish Pritchard, coordenador do estudo e membro da BAS. “A diluição é disseminada e em alguns casos o afinamento se estende centenas de quilômetros em direção ao interior.”

A equipe de Pritchard avalia quderretimento_gelo_groelandiae correntes marítimas mais quentes em contato com a costa e derretendo a área frontal dos glaciares é a causa mais provável do fluxo mais acelerado das geleiras em direção ao oceano. “Essa forma de perda de gelo é tão parcamente compreendida que permanece a parte mais imprevisível do futuro aumento do nível dos oceanos”, completa Pritchard.

O satélite que forneceu as informações analisadas foi o ICESat (Ice, Cloud and Land Elevation Satellite), lançado em janeiro de 2003, que cumpre uma órbita polar.

A BAS , com sede em Cambridge, mantém 5 estações de pesquisa na Antártida, dois navios e cinco aeronaves.

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