FAPEMA participou da PEC BRASIL e da Expocamarão 2026
Fundação pretende ampliar a participação da ciência e da inovação na atividade pesqueira
A existência de grandes áreas estuarinas e abundância de recursos hídricos, além e possuir o segundo maior litoral do Brasil, o Maranhão detém um grande potencial para o desenvolvimento da atividade pesqueira. De olho nesse cenário, a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) participou da PEC Brasil 2026, realizada entre os dias 25 e 27, em Fortaleza (CE).
O evento superou as expectativas da organização, reunindo mais de 130 mil visitantes e projetando movimentação superior a R$ 150 milhões em negócios. Além da ExpoCamarão, a programação incluiu feira de municípios, exposições de animais, congressos técnicos, rodadas internacionais de negócios e encontros voltados ao fortalecimento do agronegócio e em especial da Pecuária, Aquicultura e Carcinicultura.
A PEC Brasil foi promovida pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Ceará (Faec).
A participação da equipe da FAPEMA faz parte da estratégia de aproximar o Maranhão das principais experiências desenvolvidas no país e fortalecer ações voltadas ao crescimento da pesca e da aquicultura.
O Professor Nordman Wall, Presidente da FAPEMA, afirmou que a expectativa é realizar eventos como este, com foco nas pesquisas da atividade pesqueira no Maranhão, um estado com enorme potencial para esse setor. “A participação da FAPEMA na PEC Brasil, a convite da Associação dos Produtores de Camarão do Ceará, permitiu conhecer iniciativas exitosas, estabelecer conexões e identificar oportunidades que poderão contribuir para o fortalecimento da carcinicultura maranhense”, ressaltou o presidente.

pessoas em Fortaleza
Potencial maranhense
O Maranhão reúne condições naturais diferenciadas para a criação de camarão. As extensas áreas estuarinas — ambientes onde as águas dos rios encontram as águas do mar — oferecem características ideais para o cultivo da espécie, favorecendo a expansão da atividade de forma sustentável.
Na pesca, o estado também se destaca e alcançou o segundo lugar na pesca extrativa marinha da região Nordeste, registrando produção de 43.780,1 toneladas em 2010 e 44.599 toneladas em 2011.
De acordo com relatório do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), baseado na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF/IBGE), o consumo de pescados de água salgada no Maranhão aumentou de 3,987 kg por habitante ao ano, em 2008, para 6,038 kg por habitante ao ano, em 2018, índice significativamente superior à média nacional. Os dados demonstram a importância econômica, social e alimentar da cadeia produtiva do pescado para a população maranhense.
No Brasil, de acordo com o IBGE, em 2024 foram produzidas 147 mil toneladas de camarão, volume 15,1% superior ao registrado no ano anterior. O Ceará lidera a produção brasileira, seguido pelo Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Bahia, consolidando o Nordeste como principal polo da atividade no país.