FAPEMA alcança marco inédito e se torna a primeira Fundação a integrar a Rede Nordeste de Repositórios Digitais

Por Elizete Silva 11 de junho de 2026

Com a Plataforma Ignácio Rangel o Maranhão agora faz parte da rede que antes era formada por institutos federais, universidades estaduais e federais e instituições técnico-científicas

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) conquistou mais um reconhecimento de destaque nacional ao se tornar a primeira fundação de amparo à pesquisa a integrar a Rede Nordeste de Repositórios Digitais. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (11), durante o IV Encontro da Rede Brasileira de Repositórios Digitais (ERBRD), em Florianópolis (SC), onde foi apresentado o Repositório Institucional Ignácio Rangel, iniciativa da FAPEMA que reúne, preserva e amplia o acesso à produção científica maranhense, dando maior visibilidade ao conhecimento gerado no estado.

“Estamos muito felizes em receber a FAPEMA na Rede Nordeste de Repositórios Digitais, que integra a Rede Brasileira de Repositórios Digitais, vinculada ao Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT). Atualmente, contamos com 41 instituições participantes, e a chegada da FAPEMA fortalece ainda mais essa rede de colaboração e compartilhamento do conhecimento científico”, destacou a coordenadora da Rede Nordeste de Repositórios Digitais, Clediane Guedes.

A participação da Fundação, segundo a coordenadora, representa um marco importante, por ser a primeira fundação de amparo à pesquisa a integrar a Rede Nordeste. “Até então, ela era composta por institutos federais, universidades estaduais e federais e instituições técnico-científicas. Por isso, essa adesão tem um significado especial para todos nós”, completou.

A coordenadora de Governança de Dados do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Bianca Amaro, também parabenizou a FAPEMA. “É muito importante fazer parte da Rede Brasileira e da Rede Regional porque assim você ganha uma visibilidade regional e depois nacional. Então, parabéns FAPEMA pela implantação do repositório e também por passar a integrar a Rede Nordeste de Repositórios Digitais”, enfatizou.

O presidente da FAPEMA, Nordman Wall, disse que a integração da FAPEMA à Rede Nordeste representa um importante reconhecimento do trabalho desenvolvido pela Fundação para ampliar a visibilidade da ciência produzida no Maranhão. Ele explicou que o Repositório Institucional Ignácio Rangel foi concebido justamente para garantir que o conhecimento gerado com apoio da Fundação esteja acessível à sociedade, fortalecendo a transparência, a democratização da informação e o intercâmbio científico.

“Ser a primeira fundação de amparo à pesquisa a integrar essa rede é motivo de orgulho e destaca o Maranhão nas iniciativas voltadas à ciência aberta e à gestão do conhecimento. Estamos criando oportunidades para que pesquisas desenvolvidas em nosso estado alcancem novos públicos, ampliem seu impacto e contribuam cada vez mais para o desenvolvimento social, econômico e tecnológico do Maranhão e do Brasil”, destacou o presidente da FAPEMA, Nordman Wall.

Mais sobre o evento

O IV Encontro da Rede Brasileira de Repositórios Digitais (ERBRD), que encerra nesta sexta-feira, reúne especialistas, gestores e pesquisadores de todo o país para discutir o tema ‘Diversidade que inspira inovação: repositórios abertos para uma ciência equitativa’. Os debates pontuam o papel estratégico dos repositórios institucionais na ampliação do acesso aberto ao conhecimento científico, além de sua contribuição para o avanço da ciência aberta e democratização da produção científica no Brasil.

A experiência maranhense foi apresentada por meio do projeto ‘Repositório Institucional Ignácio Rangel da FAPEMA: preservação, transparência e acesso à produção científica maranhense’, desenvolvido pela equipe da FAPEMA, formada pelo presidente Nordman Wall e pelas assessoras Adenilze dos Dias e Elizete Silva, sob orientação da professora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Claudia Pecegueiro. O estudo mostra o repositório como infraestrutura estratégica para preservar, conferir transparência e ampliar o acesso à produção científica produzida no estado.

Para a assessora da FAPEMA e integrante da equipe de pesquisa, Adenilze Dias, o repositório desempenha um papel fundamental na democratização do conhecimento científico. “O Repositório Ignácio Rangel é um guardião da memória científica maranhense, servindo como instrumento para inclusão, informação e transparência”, destacou.

A plataforma Ignácio Rangel reúne obras, projetos e pesquisas apoiadas pela Fundação. É uma experiência completa para pesquisadores e interessados em ciência e tecnologia, disponibilizando ferramentas de busca avançada aos projetos, com filtros inteligentes; acesso aberto com todos os conteúdos disponíveis gratuitamente; e dados seguros com informações protegidas e validadas por especialistas.