FAPEMA participa do Encontro Nacional de Lideranças em Deep Techs, em São Paulo

Por Vitória Castro 7 de outubro de 2026

Com investimentos em negócios de base científica e tecnológica, Fundação integra debate sobre políticas públicas, financiamento e conexão entre pesquisa e mercado

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) participou, nesta quarta-feira (7), do Encontro Nacional de Lideranças em Deep Techs, realizado no Centro de Inovação da Universidade de São Paulo (InovaUSP), na capital paulista. Representada pelo presidente Nordman Wall e pela coordenadora de Inovação e Empreendedorismo, Isaura Modesto, a instituição integrou o debate sobre políticas públicas, investimentos e parcerias para transformar pesquisas científicas em soluções e novos negócios.

Promovido pela Wylinka, o encontro é a etapa de convergência do Fórum Brasileiro de Deep Techs 2026. A iniciativa reúne cerca de 50 lideranças convidadas dos setores público e privado, universidades, organizações de apoio à inovação e investidores para consolidar recomendações construídas nas cinco regiões do país e contribuir para uma agenda nacional de desenvolvimento do setor.

As deep techs são negócios que desenvolvem tecnologias a partir de descobertas científicas e de engenharia avançada. Suas soluções exigem pesquisa, testes e validação antes de chegar ao mercado, o que torna necessário o apoio ao desenvolvimento tecnológico e a aproximação com empresas e investidores.

A participação da FAPEMA se relaciona diretamente aos investimentos do Governo do Maranhão, por meio da Fundação, nessa área. O Programa Deep Tech Catalyst, lançado pelo Edital nº 03/2026, prevê R$ 4,55 milhões para apoiar até 15 propostas, com recursos para desenvolvimento tecnológico, bolsas e proteção da propriedade intelectual. O objetivo é criar condições para que pesquisas desenvolvidas no estado se transformem em produtos, processos e serviços.

Para o presidente da FAPEMA, Nordman Wall, a participação no encontro está ligada à necessidade de ampliar as oportunidades para os projetos apoiados no Maranhão.

“Estamos investindo para que a pesquisa desenvolvida no estado se transforme em soluções e novos negócios. Participar dessa discussão nos aproxima de instituições, empresas e investidores que podem ajudar essas tecnologias a chegar ao mercado. É uma oportunidade de abrir caminhos para os nossos pesquisadores e empreendedores, com perspectiva de gerar trabalho qualificado e renda no Maranhão”, destacou.

A presença da presidência e da Coordenação de Inovação e Empreendedorismo reúne a articulação institucional e a experiência técnica na condução dos programas. O contato com outras instituições de fomento, empresas e organizações especializadas pode contribuir para aperfeiçoar o apoio aos projetos maranhenses e identificar parceiros para as etapas seguintes de desenvolvimento.

Um dos desafios dos negócios de base científica é dar continuidade ao investimento recebido até que a tecnologia esteja pronta para uso. Além de demonstrar que a solução funciona, os empreendedores precisam proteger o conhecimento produzido, identificar possíveis clientes e buscar financiamento para avançar. A conexão com o mercado e com investidores também integra os objetivos do Deep Tech Catalyst.

O edital também prevê capacitação e apoio especializado aos negócios do Deep Tech Catalyst, associando financiamento a mentorias, proteção de ativos tecnológicos e preparação para captar investimentos. A proposta é oferecer condições para que os empreendimentos avancem além das etapas iniciais de pesquisa e desenvolvimento.

A coordenadora de Inovação e Empreendedorismo da FAPEMA, Isaura Modesto, destacou a importância desse acompanhamento.

“Entre um resultado de pesquisa e um produto pronto para uso, há etapas que exigem testes, orientação e parceiros. O Deep Tech Catalyst foi estruturado para apoiar esse percurso. A troca com outras instituições nos ajuda a aperfeiçoar o programa e a buscar conexões para que os negócios maranhenses avancem e encontrem espaço no mercado”, afirmou.

A diretora-presidente da Wylinka, Ana Carolina Calçado, destacou a importância de políticas de fomento que considerem as diferenças regionais. “Precisamos de editais de subvenção que considerem os diferentes perfis, estágios de desenvolvimento e especificidades regionais”, afirmou.

Oportunidades para o Maranhão

Os investimentos têm como benefícios esperados a criação de empresas de base científica, a geração de trabalho qualificado e o desenvolvimento de soluções para demandas do estado. O Deep Tech Catalyst contempla agricultura digital, biotecnologia e bioeconomia, energias renováveis e sustentabilidade, saúde e tecnologias sociais, aproximando o conhecimento científico de desafios enfrentados pela população e pelo setor produtivo.