Anpei apresentará proposta para agilizar processo de obtenção de patente

Anpei apresentará proposta para agilizar processo de obtenção de patente
dezembro 07 13:11 2010

A Associação Nacionainovacaol de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei) apresentará, na próxima reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), marcada para o início do ano, uma proposta para desburocratizar o processo de obtenção de patentes no país. A informação foi antecipada pelo secretário executivo da instituição, Naldo Dantas, na última quinta-feira (2), em Fortaleza (CE).

“Patente com oito anos e meio anos esquece. Capital de risco sai em seis anos. Se não reduzirmos esse período não entrará capital internacional nenhum aqui”, alertou durante o painel que debateu o tema “Como a relação governo, empresa e universidade poderá contribuir para inovação tecnológica?”, na reunião conjunta dos conselhos nacionais de Secretários Estaduais para Assuntos de CT&I (Consecti), das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Municipais de CT&I, realizado na capital cearense.

De acordo com Dantas, a sugestão é de que o prazo caia para quatro anos e meio. A proposta conta com o apoio do Fórum Nacional de Gestores de Inovação e Transferência de Tecnologia (Fortec), entre outros.

Dantas também criticou a relação entre universidade, governo e empresa, no que tange à inovação. Para ele, o modelo brasileiro está travado, com pouco dinamismo, baixa profissionalização e uma visão distorcida de alguns mecanismos que podem intensificar o crescimento tecnológico.

“O brasileiro não tem a cultura de enxergar a fusão e aquisições como estratégia de crescimento tecnológico e de inovações”, observou. O secretário da Anpei destacou, ainda, a importância de se estabelecer relações perenes entre os três eixos. “Inovação é negócio e dessa forma é fundamental fazer uma estruturação em que o relacionamento se perpetue”, disse.

O secretário executivo do MCT, Luiz Antonio Elias, também reconheceu a fragilidade dessa relação, mas disse que pode ser melhorada, mediante uma maior atuação da iniciativa privada. “Falta capacidade empresarial de responder ao risco. A capacidade do setor empresarial de responder ao conjunto de instrumentos criados pelo governo federal e de recursos é baixa”, ponderou.

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