Aquecimento global contribui para redução de espécies marinhas na Baía de São Marcos

Aquecimento global contribui para redução de espécies marinhas na Baía de São Marcos
abril 24 12:55 2014

baia de são marcos maranhãoSegundo dados do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2007, a manutenção dos níveis de poluição atmosférica atuais deve provocar um aumento na temperatura mundial na média 3º C até o fim do século XXI.

Diante deste quadro, uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA busca avaliar os efeitos do aquecimento global para a região portuária da Baía de São Marcos, no Maranhão.

O trabalho é coordenado pela professora Andrea Christina Gomes de Azevedo Cutrim, do curso de Ciências Biológicas (DQB/UEMA), em parceria com as professoras Paula Cilene Alves (DEOLI/UFMA), Leila Cristina Almeida de Sousa (Uniceuma) e a bolsista de IC/UEMA Lyssandra Ferreira.

O estudo avalia as implicações das alterações climáticas para a biodiversidade da Baía de São Marcos.

“Nós observamos que algumas espécies hoje encontradas na Baía de São Marcos não são as mesmas de vinte anos atrás, o que nos motivou a avaliar com mais detalhes as condições ambientais da Baía”, conta Andrea Azevedo Cutrim.

A pesquisadora falou sobre a importância da população de plânctons para o ambiente marinho.

“Esses organismos são vistos na base da teia. Se houver supressão desses seres microscópicos, haverá consequentemente falta de alimento para os outros animais dessa teia, o que poderá afetar na quantidade e qualidade do pescado que chega às nossas mesas”.

O trabalho declara que aspectos antrópicos também são considerados causadores do declínio biológico observado na Baía.

Como a presença da zona portuária, que acarreta na grande movimentação de navios e o despejo de água de lastro que trazem para a Baía organismos que não são característicos do ambiente.

Segundo o trabalho, outro fator que resulta na modificação das comunidades representantes da Baía de São Marcos pode também estar diretamente ligada ao aquecimento global.

“A partir dos dados de temperatura e precipitação pluviométrica dos últimos 40 anos, aliado às variações na biodiversidade, nós estimamos possibilidades para o futuro, e as previsões não são as melhores possíveis”, alerta a pesquisadora.

Dados do Laboratório de Meteorologia da UEMA, trabalhados pelas pesquisadoras, mostram que a temperatura da cidade de São Luís tem sofrido grandes oscilações.

Também ocorreu forte descontrole e atipicidade nos padrões de chuvas, além de avanço nos níveis do mar, com invasão e prejuízos em praias da orla da capital.

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