Fapema apoia simpósio nacional que discute visibilidade midiática e artística

Fapema apoia simpósio nacional que discute visibilidade midiática e artística
março 29 10:50 2019

A Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – Fapema, apoia o IV Simpósio Nacional de Arte e Mídia, que será realizado entre os dias 3 e 5 de abril, na Cidade Universitária Dom Delgado, campus do Bacanga. O simpósio, organizado pelo Núcleo de Pesquisa e Produção de Imagem (NUPPI), reúne pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), e também de várias instituições do país. O tema do evento é: Imagina(R)Existências e contará com a presença de especialistas com grande relevância em suas áreas de atuação, que realizarão discussões sobre o imaginário social, linguagens artísticas, representação midiática, raça e gênero, entre outros temas.

“Nossos palestrantes trazem experiências e pesquisas de grande relevância para a comunicação e para a arte, que contrastam com as narrativas hegemônicas nesses campos. Durante o Simpósio, teremos um importante espaço de escuta e diálogo, que busca ampliar os horizontes de compreensão da nossa sociedade pela diversidade dos modos de vida”, pontua a professora da UFMA Jane Maciel, coordenadora geral do evento.

No primeiro dia de evento, a conferência de abertura, que ocorre às 15h30, no Auditório Central da UFMA, será ministrada pela artista visual, pesquisadora e professora Rosana Paulino, que abordará o tema Conexões entre Arte, Memória e História: Resistindo através da produção feminina negra. Doutora em Artes Visuais pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), Rosana Paulino tem desenvolvido uma produção artística voltada para questões sociais, com obras expostas em instituições importantes, como os museus de Arte Moderna (MAM) e Afro-Brasil, de São Paulo, o UNM (University of New Mexico Art Museum), nos Estados Unidos. A produção de Rosana também esteve recentemente exposta na Pinacoteca de São Paulo, em uma retrospectiva de 25 anos de seu trabalho.

Já no dia 4, entre os destaques da programação do Simpósio, está a pesquisadora e professora maranhense Rosane Borges, que falará sobre Mídia, Racismo, Imaginário e Representação, a partir das 15h, no Auditório Central da UFMA. Articulista da Carta Capital, do blog da Editora Boitempo e do site Jornalistas Livres, Rosane Borges é doutora em Ciências da Comunicação e professora colaboradora na USP, além de autora de vários livros, entre os quais Esboços de um tempo presente (2016); Mídia e racismo (2012), Espelho infiel: o negro no jornalismo brasileiro(2004).

Ainda no segundo dia de evento, haverá, a partir das 16h30, a mesa-redonda “Nossas vidas impossíveis se manifestam umas nas outras”, com a participação da professora e pesquisadora Cíntia Guedes, doutora pelo Programa de Pós-Graduação da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ); e do mestre em Performance pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena da UFRJ Miro Spinelli, cujo trabalho enfoca o corpo e suas possíveis poéticas e políticas.

No último dia do Simpósio, 5 de abril, um dos destaques será a mesa Comunicação e Visibilidade Indígena, que terá início às 14h, tendo à frente das discussões Genilson Guajajara, comunicador popular, formado em audiovisual pelo Vídeos nas Aldeias, membro do Coletivo Pinga Pinga e do Mídia Índia; e Francisco Apurinã, doutorando em Antropologia Social.

Em seguida, às 16h30, haverá a palestra Imagens Contracoloniais: um olhar do quilombo, ministrada pelo ativista político e militante do movimento quilombola, Antonio Nego Bispo. Morador do Quilombo Saco-Curtume, no Piauí, o lavrador, poeta e escritor foi professor e mestre convidado do projeto Encontro de Saberes na Universidade de Brasília (UNB), além de ser membro da Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (CONAQ). A palestra de Antonio Bispo fará algumas referências ao seu segundo livro, Colonizações, Quilombos: Modos e Significações, que traz uma perspectiva nova sobre os quilombos e será relançado na ocasião.

Oficinas e apresentações de trabalho

O período da manhã será dedicado à realização de oficinas e apresentação dos grupos de trabalho, que ocorrerão das 9h às 12h. Entre as temáticas abordadas nas oficinas, estão Fotografia 360 graus, com o professor Márcio Carneiro; Por que produzir imagens?, com Andressa Zumpano e Ingrid Barros; Expografia, com Layo Bulhão e Filipe Espíndola; Fotografia Pinhole, com o professor Carlos Eduardo Cordeiro; Me vejo no que vejo: artes visuais e revolução científica, com Ghustavo Távora; e Experimentos para perseguir rastros de fuga, com Miro Spinelli e Cíntia Guedes.

O Simpósio também será uma oportunidade para a troca de experiências de pesquisadores nos Grupos de Trabalho, divididos em seis áreas de interesse: Estética, Mídia e Cultura (GT1); Arte Contemporânea e o contemporâneo das Artes (GT2); Fotografia, Cinema e Vídeo (GT3); Redes Sociais, Mídias Digitais e Economia das Imagens (GT4); Corpo, Arte e Mídia (GT5); Palavra, Imagem e Som (GT6). A programação completa das apresentações dos GTs pode ser acessada no site simposioartemidia.ufma.br.

 

Com informações da Assessoria de Comunicação da UFMA

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