FAPEMA apresenta no CONFAP proposta para integrar repositórios digitais e fortalecer a memória da ciência brasileira

Ampliar a cooperação entre as fundações de amparo para potencializar repositórios digitais de pesquisa. Com este propósito, o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Nordman Wall, apresentou a iniciativa ‘Rede Nacional de Memória e Dados das FAPs’, aos presidentes de Fundações de Amparo à Pesquisa de todo o país. O encontro, realizado nesta terça-feira (28), integra a programação do 72º Fórum Nacional do Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (CONFAP), realizado durante a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) que acontece até sábado em Niterói- RJ.
O presidente do conselho, Marcel Botelho, conduziu o evento e destacou a importância do compartilhamento de experiências e preservação da memória científica.Na apresentação, Nordman Wall destacou que a proposta é construir uma infraestrutura nacional capaz de preservar a memória institucional das FAPs. “Essa integração irá garantir a salvaguarda da produção científica financiada com recursos públicos e fortalecer a gestão do conhecimento em todo o país”, afirmou.
Ele pontuou que a iniciativa converge com o interesse do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) para uma cooperação voltada ao avanço de uma rede aberta de repositórios digitais das Fundações de Amparo à Pesquisa.
“A proposta traz à tona debate estratégico para todo o sistema CONFAP, que é a preservação da memória científica e institucional das nossas fundações”, observa o presidente do CONFAP, Marcel Botelho. Ele pontua que a construção de uma rede nacional de dados soma para integrar esforços, ampliar o acesso ao conhecimento produzido com recursos públicos e garantir a preservação desse patrimônio às futuras gerações. “Uma iniciativa colaborativa que contribui para a pesquisa e a gestão mais eficiente do conhecimento em todo o Brasil”, frisou Botelho.
Na apresentação, o presidente da FAPEMA destacou a estruturação de uma rede nacional sob liderança da FAPEMA e do CONFAP, em parceria com o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict), órgão vinculado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A iniciativa pretende integrar as 27 Fundações de Amparo à Pesquisa em uma infraestrutura nacional. Esse conjunto será destinado à preservação de atos de criação, legislações, relatórios históricos, acervos fotográficos, projetos científicos e registros das trajetórias de pesquisadores pioneiros. “Dessa forma, reduzimos riscos de perda de documentos históricos com a preservação digital permanente”, observou Wall.
Hoje a FAPEMA já conta com a Plataforma Ignácio Rangel, repositório institucional da FAPEMA, criado para organizar, armazenar e disponibilizar a produção científica maranhense. O ambiente reúne pesquisas financiadas pela fundação, promove transparência, amplia o acesso público ao conhecimento e segue os princípios da Ciência Aberta. A plataforma atende pesquisadores, estudantes e sociedade.
Nordman Wall reforçou que a Rede Nacional de Memória e Dados das FAPs será um meio estratégico para os repositórios das fundações, ao estabelecer uma política integrada de preservação e compartilhamento da produção científica brasileira. A iniciativa permitirá a guarda permanente de teses, dissertações, livros e projetos financiados com recursos públicos, além de ampliar a visibilidade internacional das pesquisas estaduais por meio da indexação automática nas redes internacionais via Portal Oasisbr. Também favorecerá a inteligência de dados para subsidiar decisões do CONFAP e fortalecerá a soberania tecnológica com o uso de softwares livres e a adoção de modelos de acesso aberto.
O 72º Fórum Nacional do CONFAP prossegue nesta terça, com a realização da 1ª Reunião Ordinária do Conselho Consultivo do CONFAP; na quarta (29), homenagem aos 20 anos da entidade; e a participação das FAPs na ExpoT&C, com estande disponível até 1º de agosto, apresentando projetos para preservação da memória científica e da pesquisa brasileira.