FAPEMA e IESTI unem ciência e cultura para revitalizar Centro Histórico e formar 50 Guardiões da Memória
A proposta dialoga diretamenete com o contexto do Parque Tecnológico Renato Archer, gerido pela Fundação e localizado no bairro histórico
Integrar cultura, ciência, tecnologia e inovação social como eixos de desenvolvimento para o Centro Histórico de São Luís. Este é o propósito do Acordo de Cooperação Técnica firmada entre Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) e o Instituto de Estudos Sociais e Terapias Integrativas (IESTI), firmado em solenidade nesta quinta-feira (23), no Casarão IESTI, Centro Histórico. A proposta dialoga diretamente com o contexto do Parque Tecnológico Renato Archer (PTRA) localizado no bairro histórico. Por meio do acordo serão ofertadas bolsas, pagas pela Fundação, para formação de 50 “Guardiões da Memória. As inscrições devem ser feitas no link: https://l1nk.dev/rl6jiuf, até 26 de abril.
“Esta parceria com o IESTI é a consolidação de uma política pública voltada para a integração entre ciência, tecnologia, cultura e inovação social como pilares do desenvolvimento. Investir na formação destes guardiões da história é valorizar a economia criativa e o Centro Histórico é um amplo campo de estudo, vivência e de memórias. O programa Guardiões da Memória vem somar para promover esse resgate da nossa história e também, fortalecer nossas ações no Parque Tecnológico Renato Archer”, pontua o presidente da FAPEMA, Nordman Wall, que estava acompanhado do diretor Científico da Fundação, Cristiano Capovilla.
O acordo está inserido nas ações do programa Patrimônio em Rede e Guardiões da Memória, desenvolvido pelo instituto e foca no fortalecimento de ações estruturantes voltadas ao bairro histórico da capital. Entre os principais objetivos da cooperação estão a capacitação de até 50 novos Guardiões da Memória, a consolidação de uma rede com mais de 80 instituições parceiras e a ampliação do uso e visibilidade do curso PatNET. O projeto também prevê a promoção de iniciativas locais de geração de renda e a integração efetiva com ecossistemas de inovação. O foco é ampliar a articulação interinstitucional em torno de políticas de valorização do patrimônio e desenvolvimento do Centro Histórico.

“Nos honra essa parceria, que é um esforço coletivo para transformação do Centro Histórico de São Luís em um polo vivo de inovação social, cultura e economia criativa. Com o apoio da FAPEMA, ampliamos nossa capacidade de formação, articulação institucional e impacto social no território. Para além de um programa, este é um movimento de escuta, cuidado e construção coletiva, que reconhece o Centro Histórico como um espaço de educação, cultura e memória”, pontua o diretor do IESTI, Abdelaziz Santos.
O evento contou com presença de participantes das três primeiras edições do Guardiões da Memória, que relataram suas experiências durante a formação. A estudante de Publicidade e Propaganda, Alessandra Vieira, participou da primeira turma do programa, que resultou no Roteiro Sankofa, que propõe o afoturismo no Centro Histórico. “Essa oportunidade alavancou minha vida. Eu trabalho no Centro Histórico e quando soube do Guardiões da Memória, fiquei interessada em fazer parte. Nesse roteiro, contamos a história do povo negro que criou São Luís”, enfatiza. O roteiro consiste em um passeio que inicia na Diáspora Africana (Praça das Mercês) e encerra no Museu do Reggae (Rua da Estrela).
Produtor Cultural e Audiovisual, Felipe Félix integrou a segunda turma do programa e ressalta o conhecimento, aprendizado e prática, que contribuíram para seu desempemnho profissional. “A formação me deu um forte embasamento sobre meu segmento de trabalho e abriu a minha mente para criar o Cine Patrimônio, produto que agora integra o progama. Então, estou muito feliz com esse resultado”, reforça. A proposta do Cine Patrimônio é debater cultura, arte e patrimônio a partir de mostra de vídeos em pontos do bairro histórico.

Guardiões da Memória
A formação das turmas contempla duas frentes com até 25 alunos cada, totalizando até 50 certificações. A carga horária será de 52 horas, com atividades que incluem formação teórica, visitas técnicas, rodas de conversa, mentorias e desenvolvimento de ideias-ação aplicadas ao território. O projeto também prevê a realização de oficinas e acompanhamento dos chamados ‘Quintais Criativos – territórios de afeto’, voltados ao empreendedorismo de base comunitária, além da produção de materiais didáticos, almanaques e jogos educativos relacionados à educação patrimonial. Estão previstas ainda ações de ativação comunitária, como ‘Café, Patrimônio e Prosa’, ‘Andanças Fotográficas’, exposições e sessões do ‘Cine Patrimônio’, além da ampliação da Biblioteca Robson Miguez.
Coordenadora do Patrimônio em Redes – Guardiões da Memória, Gabriela Rodrigues, enfatiza o alcance do programa. “Estamos no quarto ano de um projeto que se transformou em um progama e coma feliz parceria da Fapema, que vai nos proporcionar potencializar as ideações dos nossos formandos. Queremos melhor estruturar as ideais e podem reforçar a cultura do empreendedorismo no Centro Histórico”, reiterou Gabriela Rodrigues.