FAPEMA impulsiona pesquisa inovadora que utiliza satélites para monitorar manguezais e fortalecer a conservação ambiental no Maranhão

Por Tatiana Sales 17 de junho de 2026

Com uma das maiores extensões de manguezais do Brasil, concentrando cerca de 42% de toda a cobertura desse ecossistema no país, o Maranhão reúne condições únicas para o desenvolvimento de pesquisas voltadas à conservação dos ecossistemas costeiros. Entre os estudos apoiados pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) está o projeto ‘MANGUE-SAT: Monitoramento do Manguezal na Ilha do Maranhão por Satélite’, que utiliza imagens de satélite para acompanhar a dinâmica desses ambientes e gerar informações estratégicas para sua preservação.

Nesse contexto, a tecnologia espacial tem se consolidado como uma importante aliada na conservação e no monitoramento ambiental dos manguezais maranhenses. Com apoio da FAPEMA, por meio do Edital FAPEMA – Plano Maranhão 2050 Soluções Inovadoras, o projeto desenvolve uma metodologia inovadora para acompanhar a dinâmica desses ecossistemas e estimar sua capacidade de armazenamento de carbono.

Coordenada pelo pesquisador Denilson da Silva Bezerra e tendo como vice-coordenadora a professora Flávia Rebelo Mochel, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), a pesquisa utiliza imagens de satélite, mapeamento com drones, dados de campo e tecnologia laser/LiDAR para monitorar mudanças nas áreas de manguezais da Ilha do Maranhão. A iniciativa contribui para a geração de informações estratégicas capazes de fortalecer políticas públicas de conservação ambiental, gestão costeira e enfrentamento das mudanças climáticas.

Os resultados preliminares apontam avanços na construção de uma base de dados inédita para o estado, permitindo acompanhar a variação espacial dos manguezais e estimar o carbono armazenado na biomassa desses ecossistemas. As informações ajudam a compreender melhor a estrutura dos bosques de mangue e seu papel na captura de carbono, mostrando a importância do Maranhão como território estratégico para o chamado carbono azul e para a segurança climática costeira do país.

“O projeto busca transformar dados ambientais em informações estratégicas para a tomada de decisões. Ao integrar diferentes tecnologias de monitoramento, conseguimos acompanhar as mudanças nos manguezais e avançar na estimativa dos estoques de carbono desses ecossistemas, contribuindo para sua conservação e para o fortalecimento das políticas ambientais no Maranhão”, destaca Denilson Bezerra.

Além de impulsionar a produção científica aplicada à realidade maranhense, o apoio da FAPEMA possibilita o desenvolvimento de soluções inovadoras, voltadas à proteção de um dos patrimônios naturais mais importantes do estado. A metodologia desenvolvida pelo MANGUE-SAT também poderá servir de referência para futuras aplicações em outras áreas do litoral brasileiro, ampliando o alcance dos resultados e fortalecendo o protagonismo do Maranhão na pesquisa ambiental e climática.

Para o presidente da FAPEMA, Nordman Wall Barbosa de Carvalho Filho, iniciativas como o MANGUE-SAT demonstram a importância de investir em pesquisas capazes de gerar conhecimento aplicado à realidade maranhense e contribuir para o desenvolvimento sustentável.

“O Maranhão possui um patrimônio ambiental de relevância nacional e mundial, e a pesquisa científica é fundamental para conhecermos melhor esses ecossistemas e desenvolvermos estratégias mais eficientes de conservação. Ao apoiar projetos como o MANGUE-SAT, a FAPEMA fortalece a produção de conhecimento, estimula a inovação e contribui para a construção de soluções que ajudam a enfrentar desafios ambientais e climáticos cada vez mais presentes na sociedade”, destaca Nordman Wall.