FAPEMA inicia programa que transforma pesquisas em negócios e impulsiona a geração de emprego e renda
Encontro de alinhamento e integração marcou o início das atividades do programa Deep Tech Catalyst, iniciativa voltada ao fortalecimento de negócios inovadores de base científica e tecnológica. Promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), nesta quinta-feira (6), o evento reuniu pesquisadores empreendedores, parceiros institucionais e a equipe técnica da Fundação para apresentar as diretrizes, objetivos e etapas do programa. Com investimento de R$ 4,5 milhões, o programa é uma oportunidade para transformar conhecimento científico em negócios inovadores e impulsionar a geração de emprego e renda.
Durante a abertura do evento, o presidente da FAPEMA, Nordman Wall, destacou o reflexo do programa para desenvolvimento do estado. “Todos os contemplados são merecedores desta conquista e ao longo dessa jornada, irão construir um ambiente ainda mais inovador para o empreendedorismo maranhense. Essas soluções inovadoras virão com força total e nosso estado vai viver essa história”, afirmou.
Ao todo, 15 projetos foram selecionados e, ao longo de 22 meses, receberão capacitações, mentorias e acompanhamento especializado. A iniciativa aproxima a produção acadêmica do mercado, impulsionando soluções tecnológicas de alto impacto econômico e social, além de impactar o ecossistema de inovação e empreendedorismo no estado.

O diretor Científico da Fundação, Cristiano Capovilla, destacou que “o programa consolida uma etapa importante da inovação aplicada, aproximando as pesquisas do mercado para gerar impacto, de fato, na vida das pessoas”.
Ao longo da agenda, os participantes conheceram as diretrizes do edital, cronograma de execução e estratégias de acompanhamento dos projetos, que será desenvolvido pela empresa Emerge, aceleradora parceira. A coordenadora de Inovação e Empreendedorismo da FAPEMA, Isaura Modesto, destacou que “o programa foi estruturado para oferecer suporte técnico e estratégico aos contemplados, durante todas as fases de desenvolvimento dos projetos, ampliando a capacidade de concretização destes empreendimentos inovadores”.
Representando a Emerge, aceleradora responsável pelo acompanhamento das equipes, Maria Isabela Batista ressaltou que a metodologia aplicada irá conectar ciência, inovação e mercado. “A proposta é oferecer mentorias, capacitações e conexões estratégicas para ampliar o potencial de inserção das tecnologias desenvolvidas pelos pesquisadores no ambiente de negócios”.
Nesta primeira edição, o Deep Tech Catalyst selecionou projetos nas áreas de Agricultura Digital, Biotecnologia e Bioeconomia, Energias Renováveis e Sustentabilidade, Saúde e Biotecnologia em Saúde, além de Tecnologias Sociais e Desenvolvimento Territorial. Foram contemplados oito pesquisadores empreendedores e sete startups, que receberão mentoria especializada, capacitação, oportunidades de networking e apoio financeiro para acelerar o desenvolvimento de seus negócios.

A execução do programa está dividida em três etapas: mobilização e estruturação, desenvolvimento tecnológico e conexão com o mercado. Além da subvenção econômica de até R$ 200 mil por projeto, o edital prevê bolsas que podem chegar a R$ 70 mil e recursos de até R$ 33,3 mil para proteção da propriedade intelectual, ampliando as condições para que as pesquisas maranhenses se consolidem como soluções inovadoras, competitivas e capazes de gerar emprego, renda e desenvolvimento para o estado.
Acelerando a inovação tecnológica
“Este momento de alinhamento promove um intercâmbio necessário para maior entendimento da jornada que vamos seguir”, avaliou o pesquisador da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Deanroger Ferreira Azevedo. Ele apresentou o projeto ‘Covalent: Plataforma de Design Molecular Preditivo de Biomassa para Remediação de Efluentes Industriais’, que tem a proposta de aplicar tecnologia para desenvolver soluções voltadas ao tratamento de resíduos industriais. “Esse primeiro encontro foi essencial para entender a metodologia do programa e iniciar a troca de experiências com os demais participantes”, afirmou.
A pesquisadora Regina Maria Oliveira, da UFMA em Balsas, apresentou proposta que trabalha células solares para geração de hidrogênio verde. “É um momento importante para conhecer todas as etapas do edital e receber orientações importantes que irão nos guiar na condução do projeto” destacou. Já o pesquisador da UEMA, Leonardo Furtado da Silva, apresentou o projeto SOLNET, voltado à gestão integrada de energia para provedores de internet. “O intercâmbio com a FAPEMA, a aceleradora e com os demais contemplados nos traz uma visão mais ampliada sobre como tirar o máximo desta oportunidade que teremos para levar nossos negócios para o mercado”, avaliou.
Além dessas iniciativas, o programa contempla projetos voltados para criação de plataformas com foco na inclusão de pessoas neurodivergentes em ambientes corporativos, para aplicar inteligência artificial em ações operacionais e de descarbonização no setor portuário, acesso de tecnologias portáteis em comunidades remotas, entre outras soluções desenvolvidas por pesquisadores das instituições de ensino superior do estado.