Inpa discute importância da agricultura orgânica

Inpa discute importância da agricultura orgânica
dezembro 01 12:26 2009

O Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), em parceria com a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), realiza nesta quinta-feira, dia 3 de dezembro, o fórum “Desafios para agricultura orgânica: Propostas de Políticas Públicas”. O evento objetiva promover discussões sobre a produção de alimentos livres de agrotóxicos e ajudar no desenvolvimento da agricultura no Amazonas.

O evento faz parte do projeto “Práticas Agroecológicas para a Produção Sustentável de Alimentos, Validadas para Agrossistemas Familiares do Estado do Amazonas” e ocorre na sede o Inpa, no bairro do Aleixo, zona cetro sul de Manaus. A programação prevê ainda a palestra de agrônomos e de agricultores que jagricultura_organicaá trabalham com produtos orgânicos.

No local acontece também uma feira de produtos orgânicos onde devem ser apresentadas experiências como a produção orgânica do guaraná de Maués, de cacau da região do vale do Purus e de Castanha e Andiroba do Estado.

O fórum deve reunir produtores rurais, pesquisadores e membros do poder público. Segundo a coordenadora do projeto, Sônia Alfaia, o fomento a agricultura orgânica é importante porque o produto orgânico tem maior valor agregado e é mais saudável.

“O guaraná orgânico que vai para Europa, por exemplo, é certificado e tem um valor 50% maior do que o comum. É uma produção saudável, o que é bom para o consumidor, para o produtor e ao meio ambiente . Queremos incentivar essa produção no estado através de políticas públicas envolvendo todas as áreas do conhecimento”, enfatizou.

Ao fim do evento uma carta vai ser elaborada para apresentar as propostas discutidas durante o fórum. Os interessados em participar das atividades devem confirmar até o dia 30 a inscrição enviando um e-mail para agricultura.organica@inpa.gov.br .

O sistema de produção orgânico adota tecnologia para o melhor uso de recursos naturais com o intuito de eliminar os agrotóxicos. No Brasil a produção de produtos orgânicos está prevista em uma lei de 2003. Em escala mundial, o mercado de produtos orgânicos movimenta aproximadamente US$ 30 bilhões e no Brasil, o valor chega a US$ 250 milhões.

Sônia Alfaia destacou ainda a importância das pesquisas feitas em conjunto com a comunidade. “A pesquisa feita junto com o produtor unindo conhecimento tradicional ao técnico é de mais fácil aceitação”, declarou.

Outras áreas de pesquisas

O projeto integra o programa Amazonas de apoio à Pesquisa em Políticas Públicas em áreas estratégicas e trabalha com pesquisas em vários municípios do interior do Amazonas. Em Presidente Figueiredo, por exemplo, o projeto usa o resíduo da casca do cupuaçu (fruto símbolo do município) na produção de adubo orgânico. Já em Manacapuru, a adubação orgânica é feita com plantas chamadas de leguminosas que são trituradas e misturadas a terra.

Outra linha de pesquisa é o uso de extratos de plantas para combater as doenças que atingem a lavoura. Segundo a fitopatologista Cleci Dezardi, responsável pela pesquisa e uma das organizadoras do fórum, o objetivo é estudar formas para controlar doenças das plantas sem o uso de produtos químicos.

“Nós desenvolvemos os estudos há dois anos na área de Manaus e Manacapuru. Usamos a própria planta como defensoras delas mesmas evitando o uso de agrotóxicos que por sua vez não agridem o meio ambiente e nem ao homem”, afirmou.

Desafios

Para Cleci, o grande desafio para a produção de produtos orgânicos é a conscientização da sociedade em geral. “Temos de ter mais propostas de políticas públicas, mas, principalmente, ter estratégia de divulgação para que a população saiba o que são produtos orgânicos e os benefícios à saúde, além da questão da sustentabilidade”, disse.

O fórum “Desafios para Agricultura Orgânica: Propostas de Políticas Públicas” conta ainda com a parceria do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério da Agricultura e Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Fundação de Amparo à pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam).

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