Maranhão ocupa o segundo lugar na Amazônia Legal e quinto na Região Nordeste entre as instituições estaduais de ensino superior com melhor avaliação na pós-graduação
Dados são do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP) e refletem o fomento que a FAPEMA tem garantido aos cursos de mestrado e doutorado
O cenário da pós-graduação no Maranhão vem registrando avanços, consolidando o estado como um polo crescente de pesquisa científica, sobretudo na abrangência da Amazônia Legal e na Região Nordeste do Brasil. Dados do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP) apontam que a Universidade Estadual do Maranhão (Uema) alcançou o 2º lugar na Amazônia Legal e a 5ª colocação na Região Nordeste entre as instituições estaduais de ensino superior com melhor avaliação dos cursos de pós-graduação. Estes resultados que refletem o fomento que a Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA) tem garantido à instituição.

Os dados foram apresentados no Encontro Nacional das Pró-Reitorias de Pesquisa e Pós-Graduação das Universidades Estaduais, realizado em Florianópolis (SC), de 17 a 19 deste mês, e que contou com a participação da Uema. O encontro reúne representantes de instituições de todo o país para discutir os desafios e caminhos da pós-graduação brasileira.
O FOPROP avaliou 43 instituições estaduais de ensino superior para elaborar um ranking com as notas dos programas de pós-graduação. A Uema obteve nota 4,15 no ranking cuja maior média é 5,52 e a menor é 3,0. No recorte regional, a Uema destaca-se, ocupando o 2º lugar na Amazônia Legal e a 5ª colocação considerando os estados da Região Nordeste.
A Amazônia Legal engloba nove estados: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. Neste recorte, o primeiro lugar é da Universidade do Estado do Amazonas, que obteve nota 4,29.
Já entre os 9 estados da Região Nordeste, a Uema fica atrás da Universidade do Estado do Ceará (4,24), Universidade Estadual de Santa Cruz (4,25), localizada na cidade de Ilhéus (BA); Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (4,25), em Vitória da Conquista e Universidade de Pernambuco (4,47).
Para o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Uema, Marcelo Cheche, este o resultado é o reflexo direto de um esforço conjunto e contínuo focado na qualificação docente e na expansão da infraestrutura acadêmica.
“Este destaque na Uema no ranking do FOPROP é resultado de um conjunto de ações estratégicas implementadas ao longo dos últimos anos como a realização de concursos públicos para a ampliação do corpo docente e sua constante qualificação, incluindo o acesso a cursos de doutorado. O engajamento dos docentes na consolidação dos cursos de mestrado serviu de alicerce para que a instituição pudesse propor e aprovar novos programas de doutorado, gerando cada vez mais o amadurecimento acadêmico da instituição”, assinalou Marcelo Cheche Galvez.
Apoio decisivo da FAPEMA
O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Uema também destaca a importância da parceria com a FAPEMA neste processo. “Não podemos deixar de citar a parceria estratégica com a FAPEMA, pois ela foi decisiva para garantir o financiamento necessário aos projetos científicos e a implantação de novos cursos de mestrado e doutorado tanto na capital do estado quando nos demais municípios”, pontua Marcelo Cheche Galvez.
O presidente da Fundação, Nordman Wall, ressalta os investimentos da FAPEMA para apoiar a expansão dos PPGs da Uema. “Nos últimos três anos, a FAPEMA ampliou o seu investimento em bolsas para UEMA, permitindo que estudantes se dediquem integralmente aos cursos, participem de congressos nacionais e internacionais, realizem intercâmbios e avancem em pesquisas de impacto. Nosso objetivo, seguindo orientação do governador Carlos Brandão, é fortalecer a pós-graduação e garantir a formação de recursos humanos qualificados para atuar na academia e no mercado de trabalho”, afirmou.
Em parceria com a FAPEMA, em 2025, a Uema implantou o Doutorado em Biodiversidade, Ambiente e Saúde (PPGBAS), o primeiro da Universidade sediado no interior do estado, no campus de Caxias. O curso de Doutorado do PPGBAS é um dos 10 novos programas criados pela UEMA de 2023 a 2025, incluindo cinco doutorados e cinco mestrados.
Hoje a UEMA tem 22 mestrados e 10 doutorados. Desses 32 cursos, 28 funcionam em São Luís, 3 em Caxias e 1 em Balsas. Do total de bolsas de mestrado e doutorado de pesquisadores da instituição, cerca de 40% são da FAPEMA, segundo Marcelo Cheche.

Maranhão deixa a última colocação em titulação de doutores
O reflexo dessas políticas públicas não se restringe à UEMA. O estado do Maranhão subiu duas posições no ranking nacional que mede o número de doutores titulados por 100 mil habitantes, deixando de ocupar o último lugar da lista e passando para a antepenúltima posição, o que já é uma marca histórica para o território maranhense. Os estados de Rondônia e Amapá ocupam a penúltima e última posição do ranking elaborado pelo FOPROP, respectivamente.

O pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Uema, Marcelo Cheche avalia que esse progresso é fruto de uma expansão gradual da pós-graduação stricto sensu que abrange também outras instituições do estado, como a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) e a Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (UEMASUL). E mais uma vez destaca o papel da FAPEMA neste avanço.
“Nossa expectativa é que a médio prazo o Maranhão consiga avançar ainda mais. Como a maior parte dos programas de doutorado atualmente ativos no Maranhão é recente e possui menos de quatro anos de existência, ou seja, ainda estão no ciclo de formação de suas primeiras turmas de doutores, projetamos um crescimento substancial na consolidação de novos títulos assim que esses ciclos forem concluídos, permitindo que o estado suba novas posições nos rankings nacionais. E mais uma vez é importante destacar o papel da FAPEMA em garantir bolsas que permitem a manutenção dos doutorados em todas as nossas instituições de ensino superior”, concluiu Marcelo Cheche.
O avanço maranhense também é visível na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). A Uema obteve a elevação do conceito de quatro programas de pós-graduação na Avaliação Quadrienal (2021–2024) da CAPES, divulgada em janeiro deste ano. O Programa de Pós-Graduação em Ciências Agrárias elevou o conceito de quatro para cinco, passando a integrar o grupo de excelência nacional. Já os programas de Educação, Desenvolvimento Socioespacial e Regional; e Ecologia e Conservação da Biodiversidade avançaram do conceito três para quatro.