Seminário aponta fortalecimento da arqueologia no Maranhão

Seminário aponta fortalecimento da arqueologia no Maranhão
agosto 18 19:31 2011

arqueologiaNo Golfão Maranhense pode existir uma riqueza arqueológica semelhante à dos sítios da Amazônia ou de outras regiões do planeta onde foram encontradas as cerâmicas mais antigas do mundo. A projeção foi feita pelo presidente da Sociedade Brasileira de Arqueologia (SBA), Eduardo Góes Nunes, nesta quarta-feira (17), na abertura do Seminário Nacional de Arqueologia e Sociedade.

A construção de estrutura física nas universidades locais e investimentos na formação de recursos humanos são dois pontos fundamentais, segundo Nunes, para que seja conhecido e aproveitado o patrimônio existente no Estado.

“Esse é um papel que cabe à academia e ao Iphan [Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional]”, frisou Nunes, destacando ainda que a arqueologia, até poucos anos atrás, era desconhecida, “mas estamos formando uma geração de arqueólogos que começou a mudar esse quadro”, concluiu.

O presidente da SBA ressaltou, também, o trabalho do arqueólogo Arkley Marques Bandeira nos estudos dos Sambaquis no Maranhão (formação com restos de alimentos de origem animal, esqueletos humanos, artefatos de pedra, conchas e cerâmica, vestígios de fogueira e outras evidências primitivas).

Em seu discurso, o reitor da UFMA, Natalino Salgado, lembrou do legado cultural deixado pelos povos do passado. “Os estudos dos arqueólogos estão nos fazendo redescobrir nosso país”, afirmou.

Apesar da importância dessas pesquisas, o presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, considera que a arqueologia ocupa um lugar marginal nas políticas públicas brasileiras. Para ele, a legitimação da atividade dos arqueólogos será construída com ações de proteção e promoção do patrimônio. “É um desafio para entidades públicas e para as empresas privadas”, enfatizou.

Com o tema “Construindo diálogos e parcerias para a preservação do patrimônio arqueológico do Maranhão”, o evento acontecerá até amanhã (19), na Universidade Federal do Maranhão (UFMA).A diretora Científica da Fapema, Rita Seabra, participou da abertura do evento como representante da instituição de fomento à pesquisa do Estado.

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