Vinagreira ganha nova função na gastronomia com filme comestível para sushis e outras receitas

Por Sandra Viana 15 de agosto de 2026

Pesquisa foi apresentada no estande da FAPEMA durante o encerramento da programação da 4ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF).

Vinagreira como alternativa para a produção de sushi e outras receitas da culinária japonesa e havaiana. Este é o foco do projeto ‘Plantfilme: Biodiversidade no Prato’, apresentado no estande da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), marcando o encerramento da 4ª Feira Maranhense da Agricultura Familiar (FEMAF), no sábado (15), na Lagoa da Jansen.

O Plantfilme é um filme comestível à base de PANC (Plantas Alimentícias Não Convencionais), feito com folhas de vinagreira, planta tradicional da culinária maranhense e da Amazônia Legal. A proposta do item é ser uma alternativa à alga nori, utilizada na produção do sushi.

Criado pela cofundadora da startup Vinnori e professora de Engenharia de Alimentos da UFMA, Tatiana Lemos, o Plantfilme foi testado por chefs especializados, que analisaram sua viabilidade econômica e versatilidade. As avaliações demonstraram que o produto apresenta características que favorecem seu uso na culinária.

Natural, sustentável, de menor custo e totalmente vegetal, o Plantfilme é viável economicamente, feito com matéria-prima nacional e de baixo impacto ambiental. “É um produto acessível, pois tem custo menor que os importados. Além disso, valoriza este item tradicional da agricultura familiar maranhense, que é a vinagreira”, observa Tatiana Lemos.

O Plantfilme pode ser usado em sushis, temakis, pokes, rolinhos, snacks e criações autorais de diversas culinárias, incluindo oriental, havaiana e vegana. O produto pode ser usado em preparações como charuto de carne, terrine, trouxinha de camarão, wrap de frango, barras de cereal e proteína, além de pratos com carne de caranguejo.

A proposta do produto é ampliar as alternativas disponíveis para chefs e consumidores destas culinárias; e reduzir a dependência de importações. Pode ainda, ser opção inclusiva para pessoas com alergia a frutos do mar ou com dietas restritivas. “Nosso propósito é desenvolver alimentos sustentáveis, criativos e acessíveis. E a Feira de Agricultura é mais uma importante ação para avançarmos na divulgação destes produtos”, diz Tatiana Lemos.

Realizada pela Secretaria da Agricultura Familiar (SAF), a 4ª FEMAF promoveu a troca de experiências, conhecimentos de sabores, cultura e oportunidades com mostra e comércio de alimentos e produtos diversos como artesanato, além do Concurso da Melhor Farinha, ponto alto do evento. A 4ª FEMAF ocorreu simultaneamente à XI Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária.

Agenda agrícola

Durante quatro dias de FEMAF, a FAPEMA apresentou em seu estande pesquisas apoiadas pela instituição, exposições, bate-papo com pesquisadores e sorteio de livros. Na ocasião, foi apresentada ainda a edição 62 da Revista Inovação, publicação mensal da FAPEMA, que é vitrine para as pesquisas desenvolvidas no Maranhão.

O presidente da FAPEMA, Nordman Wall, destacou a importante contribuição da Fundação para a Feira de Agricultura Familiar, levando ao público pesquisas e iniciativas que têm impacto direto na vida das pessoas.

“O evento mostrou a importância da ciência para a sociedade, nesta grande vitrine para agricultura familiar maranhense. Entendemos que o investimento em pesquisa e o diálogo entre os diferentes atores deste ecossistema são fundamentais para aproximar as políticas públicas das demandas regionais que vãofazera diferença para a sociedade. Neste sentido, a Feira da Agricultura Familiar promoveu a produção maranhense, proporcionou aprendizados e mostrou a força da ciência na transformação social”, enfatizou Nordman Wall.

A Fundação também garantiu,
durante toda a programação da feira, a participação de estudantes que atuaram como monitores no evento, auxiliando expositores e público.