Apoio jurídico é usado para levar cidadania à pessoas com transtornos mentais

Apoio jurídico é usado para levar cidadania à pessoas com transtornos mentais
julho 03 13:36 2014

foto site 1editadaOs direitos das pessoas com transtornos metais é foco de pesquisa coordenada pelo professor doutor do Departamento de Direito da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Paulo Roberto Barbosa Ramos.

O trabalho, que tem o apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA, tem como objetivo levar informação e cidadania às comunidades e às famílias de pacientes atendidos no Hospital Nina Rodrigues.

O projeto de extensão, segundo informou o professor, surgiu da percepção de que se faz necessário transmitir informações jurídicas, de modo fácil e acessível a famílias de pessoas com este tipo de transtorno. “Como isso esperamos evitar o preconceito e a segregação em razão da falta de informação”, frisou Paulo Roberto.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS mais de 450 milhões de pessoas no mundo sofrem com algum tipo de transtorno metal.foto site 1editada2

No Brasil, estima-se que 23 milhões de pessoas necessitam de algum atendimento nesta área e pelo menos cinco milhões de brasileiros sofrem com transtornos mentais graves e persistentes.

Nesse universo encontram-se doenças como depressão, suicídio, transtornos de ansiedade, dependência de álcool e drogas, além de problemas relacionados à saúde mental das crianças.

Atualmente o trabalho encontra-se na fase de apresentação dos resultados junto aos familiares pesquisados.

Como resultados já alcançados, segundo apontou Paulo Roberto, estão a confecção de cartilhas educativas e explicativas sobre os direitos das pessoas com transtornos mentais.

As cartilhas indicam também as instituições às quais as famílias podem recorrer, de modo a garantir o correto atendimento e inserção social.

No início desse ano foi realizado o I Seminário de Direito à Saúde Mental, que contou com a presença de psicólogos, assistentes sociais, médicos, profissionais e estudantes do direito.

“Por se tratar de um trabalho de extensão foram ouvidos psicólogos, médicos e assistentes sociais, os quais forneceram informações valiosas sobre o funcionamento da rede de proteção à saúde mental”, conta o pesquisador.

Quanto ao público, pretendeu-se, inicialmente, atingir os familiares de pessoas com transtornos mentais que foram atendidas no Hospital Nina Rodrigues no primeiro semestre de 2012.

Como o Nina Rodrigues é um hospital psiquiátrico que atende todos os 217 municípios do estado do Maranhão, o trabalho foi restringido a familiares de pacientes atendidos no setor ambulatorial no primeiro semestre de 2012 de três bairros carentes e distantes do centro da capital: Divinéia, Vila Luizão e Turu.

“Como parte do projeto também serão realizadas palestras nos CAPS, convidando a comunidade próxima ao Nina Rodrigues a fim de contribuir para a quebra do estigma de que pessoas com transtornos mentais devem ser excluídas da sociedade”, explicou.

“Além disso, pretendemos distribuir nas escolas públicas o material gráfico informativo que foi confeccionado, de modo a ampliar o público que inicialmente se pretendia atingir, contribuindo dessa forma para a quebra de preconceitos”, concluiu Paulo Roberto.

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