Atividade antimicrobiana do mastruz é apresentada na 65ª SBPC

Atividade antimicrobiana do mastruz é apresentada na 65ª SBPC
julho 26 13:59 2013

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O conhecimento sobre as plantas medicinais trouxe novas possibilidades de recuperar a saúde. Pensando nisso, uma pesquisa analisou a ação antimicrobiana do Chenopodium Ambrosioides, conhecido popularmente como mastruz, em feiras de São Luís (MA). Esse trabalho foi desenvolvido pela estudante de Química da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Thanielle Pereira Souza, que apresentou, nesta quinta-feira, 25, as potencialidades da planta na 65ª Sociedade Brasileira para Progresso da Ciência, em Recife.
   
Bolsista de Iniciação Científica da Fundação de Amparo a Pesquisa do Maranhão (FAPEMA), Thanielle Souza mostrou seu trabalho na sessão de pôster, situada no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

 O estudo objetivou colher mais informações a respeito da atividade antimicrobiana do mastruz comercializado nas feiras da capital maranhense, utilizando como análise a bactéria Escherichia Coli frente à eficácia da erva medicinal. “Apesar de haver estudo sobre essa planta, as publicações que abordam as ações microbiológicas do Chepodium ainda são muito carentes”, comentou a pesquisadora da área de Química.

Em fevereiro de 2009, foi publicada a Relação Nacional de Plantas Medicinais de Interesse ao Sistema Único de Saúde (RENISUS), que apresentou uma lista com 71 plantas que poderão ser utilizadas como fitoterápicos pelo SUS, dentre as ervas está o mastruz.
Desde então, os estudos a respeito das plantas medicinais só aumentaram, legitimando ainda mais sua importância, e ainda, obtendo informações de espécies vegetais até pouco tempo desconhecidas pelo meio acadêmico-científico, mas que já são bastante usadas pelas comunidades para o tratamento de algumas doenças.

“No Maranhão, o mastruz é utilizado como cicatrizante, vermífugo e, principalmente, para questões gastrointestinais. A potencialidade da planta também é conhecida no combate aos processos inflamatórios”, revelou Thanielle Souza.

Segundo a bolsista da FAPEMA, a participação na 65ª SBPC é um momento imprescindível para divulgação e troca de experiências. “É muito importante estar aqui, porque temos a oportunidade de mostrar os trabalhos que desenvolvemos no estado, além de fazer um intercâmbio de informações científicas”, declarou.

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