Brasil e México estabelecem acordos de cooperação científica e tecnológica

Brasil e México estabelecem acordos de cooperação científica e tecnológica
agosto 18 12:14 2009

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o presidente do México, Felipe Calderón, assinaram ontem (17), em Brasília (DF), em cerimônia no Palácio do Itamaraty, dois acordos de cooperação científica e tecnológica, além de um memorando de entendimento também nas áreas científica, tecnológica, acadêmica e de inovação. A relação de cooperação internacional prevê a criação de dois centros virtuais brasileiro/mexicano em nanotecnologia e em biotecnologia. Cooperações nas áreas de química, física e engenharia metrológica também estão entre os temas previstos para a troca de informação e de experiência técnica. Do lado brasileiro, os documentos foram assinaBrasil_Mexico_cooperacao_cientfica_tecnologica1dos pelo ministro da Ciência e Tecnologia (MCT), Sergio Rezende.

Lula reconheceu a importância da assinatura dos termos de cooperação e disse que os dois países com mais de 300 milhões de habitantes e com um comércio bilateral de apenas US$ 7,4 bilhões precisam estreitar cada vez mais suas relações. “Tenho a convicção que os acordos estabelecidos entre os dois países são em favor do bem-estar e da prosperidade das duas nações. México e Brasil são dois países fortes, que precisam representar a América Latina diante do restante do mundo”, disse.

O presidente chamou ainda a atenção dos empresários brasileiros para que busquem investir mais no México de forma a equilibrar a balança de importação e exportação. “Hoje, termos mais de US$ 1,7 bilhão investidos no Brasil por empresários mexicanos e aproximadamente US$ 1 bilhão brasileiro investido no México. Estamos interessados em ampliar o acordo comercial. Existe ainda a possibilidade da abertura de livre comércio entre Brasil e México. Tanto o presidente Calderón como eu ainda temos tempo no governo para melhorar nossas relações”, enfatizou.

Luiz Inácio falou da crise econômica e ressaltou a oportunidade que os países emergentes estão tendo para crescer. “A crise não nos traz apenas prejuízos. Precisamos ver o outro lado da moeda e é desse outro lado que precisamos tirar proveito. Neste sentido, é que acho que eu devo ir mais ao México e o presidente Calderón nos visitar mais. Além disso, é importante o relacionamento mais íntimo entre os ministros brasileiros e os ministros mexicanos. Precisamos descobrir novas formas de investimentos e, assim, novas oportunidades de negócios”, destacou.

México

O presidente do México, Felipe Calderón, agradeceu a hospitalidade brasileira e considerou a relação entre México e Brasil em um nível de entendimento satisfatório. “Essa é a minha 10ª visita e a cada cooperação assinada vimos que a relação se torna mais estreita. Vimos a relação comercial entre os dois países saltar de US$ 2,5 bilhões para os quase US$ 8 bilhões. Nós representamos mais de 70% do PIB (Produto Interno Bruto) da América Latina. A medida em que a aliança se fortalece melhor para Brasil e México. Queremos mais do Brasil no México e mais do México no Brasil”, frisou.

Participaram ainda da cerimônia da assinatura dos acordos de cooperação, por parte do Brasil, os ministros de Minas e Energia, Edison Lobão; da Casa Civil, Dilma Rousseff; da Fazenda, Guido Mantega; e das Relações Exteriores, Celso Amorim.

Centro Virtual

O Centro Virtual Brasileiro/Mexicano em Nanotecnologia (CBMNano) terá o objetivo de promover o intercâmbio científico e a formação e capacitação de recursos humanos no setor de Nanociência e Nanotecnologia em ambos os países; promover por meio dos núcleos de pesquisa o desenvolvimento de projetos em pesquisa e desenvolvimento dirigidos para a criação de conhecimentos, produtos e processos de interesse econômico e social para os dBrasil_Mexico_cooperacao_cientfica_tecnologica2ois países, entre outros.

O Centro Virtual Brasileiro/Mexicano em Biotecnologia (CBMBio) também será criando com o intuito de promover o intercâmbio científico e a formação e capacitação de recursos humanos no setor de Biotecnologia em ambos os países; promover por meio dos núcleos de pesquisa o desenvolvimento de projetos de pesquisa e desenvolvimento dirigidos para a criação de conhecimentos, produtos e processos de interesse econômico e social para os dois países; estimular a difusão da Biotecnologia como instrumento de inovação no setor industrial por meio da promoção de eventos e da realização de atividades conjuntas de pesquisa e desenvolvimento, entre outros.

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