Com apoio da FAPEMA, III Simpósio de História Oitocentista tem início nesta terça-feira (04)

Com apoio da FAPEMA, III Simpósio de História Oitocentista tem início nesta terça-feira (04)
junho 03 20:05 2013

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Contribuir para consolidação de estudos e pesquisas no Maranhão sobre o século XIX com debates que envolvam diferentes temas, tradicionais e inovadores da História do Oitocentos é o objetivo do III Simpósio de História do Maranhão Oitocentista, que tem início amanhã, 4, e se estende até dia 7 de junho, no prédio do curso de arquitetura da Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, no Centro Histórico de São Luis. A realização do evento conta com auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico do Maranhão-FAPEMA, por meio do edital “Apoio a Realização de Eventos Científicos – AREC”.

O III Simpósio de História do Maranhão Oitocentista é realizado pelo Grupo de Pesquisa – Núcleo de Estudos do Maranhão Oitocentista (NEMO), certificado pela Universidade Estadual do Maranhão junto ao CNPq. O Núcleo iniciou suas atividades em 2009, ano em que realizou o I Simpósio e também em que publicou a coletânea “O Maranhão Oitocentista”, da Editora Uema / Ética.

O Simpósio reúne pesquisadores, professores, doutores e mestres em história e geografia de instituições de ensino superior do Maranhão e convidados de outros estados que irão participar de uma programação extensa, que conta com debates, palestras, mesas-redondas e simpósios temáticos. Entre os convidados está a professora doutora da Universidade Federal do Maranhão-UFMA, Regina Helena Martins de Faria, que irá participar da mesa redonda “Projetos políticos na construção do Império”. O tema irá abordar desde da primeira Constituição Brasileira de 1824 e as mudanças políticas ligadas a segurança, defesa e ordem interna.

A professora explica que é importante fazer padrões de comparações no que mudou durante o tempo, e que a história muda pelas ações dos grupos sociais. Ela lembra ainda, que o Estado não se constrói pela decretação da Constituição de 1824. Constituição que não foi aprovada e sim, outorgada. “Uma constituição apenas delineia os traços, mas vão ser outras leis, medidas administrativas, jogos políticos, diferentes grupos e interesses que irão construir o Estado Nacional. Uma construção de algumas gerações de elite política”, observou.

Regina Helena Faria tem pesquisa apoiada pela FAPEMA através do Edital Universal, com o projeto “Homens sem armas”, que trata sobre o papel das organizações militares como Exército, Guarda Nacional, Polícia Militar e todos os órgãos que trabalham com armas ligadas a defesa e segurança nacional. O Edital Universal está disponibilizado no site da fundação e destina-se ao financiamento de projetos de pesquisa científica e tecnológica, nas diversas áreas do conhecimento, a serem desenvolvidos em instituições de pesquisa e/ou de ensino superior, públicas ou privadas, sem fins lucrativos, sediadas no Maranhão.

Outra participante do evento é a professora doutora da Universidade Estadual do Maranhão-UEMA, Tatiana Raquel Reis Silva, que irá apresentar durante o simpósio o tema: “Imprensa, representações e identidades” e ainda coordenará a mesa-redonda “Imprensa e escravidão: a abolição nos impressos”, que prevê o debate de questões ligadas à produção de escritos sobre o gênero e representações acerca do feminino, práticas culturais e festivas, bem como a imprensa negra no pós-abolição, memórias da escravidão e reconfiguração de identidades.

“É uma oportunidade em que podemos trabalhar um leque de questões como o cenário político, gênero, sertões maranhenses na época da escravidão aqui no Maranhão. È um período muito rico para debate”, declarou Tatiana Silva. Ela também elogiou a FAPEMA por incentivar eventos como o III Simpósio de História do Maranhão Oitocentista. “É importantíssimo o papel da FAPEMA em subsidiar eventos como esse, que contribui para divulgação de pesquisas e do que está sendo produzido pela comunidade científica. Assim, a fundação cumpre seu papel em incentivar e apoiar projetos de pesquisa no Estado”, avaliou.

Mais informações sobre o evento podem ser obtidas no endereço na internet, www.outrostempos.uema.br/oitocentista/index.php.

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