Controle da verminose de caprinos pode dar novo fôlego para a atividade

Controle da verminose de caprinos pode dar novo fôlego para a atividade
março 05 13:12 2015

caprino

De acordo com a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura), o Brasil tem um rebanho de 9,4 milhões de caprinos, o que corresponde a 1,1% do rebanho mundial. Do efetivo nacional, 90,6% encontra-se no nordeste, informa o IBGE.

No Maranhão, a caprinocultura tem registrado forte crescimento nos últimos anos, especialmente na região Leste. Entre 2000 e 2009, por exemplo, o rebanho caprino no estado cresceu 15,9%, enquanto o rebanho brasileiro e nordestino decresceu 1,9 e 5,0% no mesmo período.

Além do ponto de vista econômico, especialistas destacam o relevante papel social desta atividade, tanto para as famílias diretamente envolvidas com a produção no campo – no caso, pequenos produtores que praticam a agricultura familiar -, como para aqueles que obtêm seu sustento por meio do trabalho nos outros elos da cadeia produtiva.

No entanto, segundo o professor Lívio Martins Costa Júnior, do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais (CCAA) da UFMA, os rebanhos maranhenses são criados de forma extensiva, em condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento de parasitas do trato gastrintestinal, o que leva a perdas econômicas consideráveis e limita o sucesso desta atividade.

Diante dessa realidade e do potencial que a caprinocultura pode assumir no Estado, o pesquisador defende a necessidade de geração, adaptação e transferência de tecnologias com o intuito de solucionar gargalos da atividade, propiciando geração de renda para os produtores.

“O uso de genótipos produtivos e adequados ao ambiente, a correção de deficiências nutricionais e os aspectos relacionados à sanidade animal, além do manejo e da agregação de valor ao produto primário são fatores a serem considerados”, declarou o professor.

É isso que o professor Lívio e sua equipe estão buscando, por meio de um estudo que tem como foco selecionar genótipos de Lippia sidoides e Lippia gracillis que produzam óleos essenciais com maior eficiência anti-helmíntica no controle da verminose gastrintestinal de caprinos.

“Esperamos, ao final deste experimento, selecionar genótipos que produzam óleo essencial mais efetivo controle helmintos gastrintestinais de pequenos ruminantes, agregando um valor não apenas à cadeia produtiva de caprinos, mas também incentivando a criar uma cadeia produtiva de óleo essencial oriunda de espécies do gênero Lippia”, explicou o pesquisador.

A pesquisa conta com a participação de professores da UFMA e da Universidade Federal de Sergipe – UFS, além de alunos do Curso de biologia da UFMA. A FAPEMA apoia o projeto por meio do edital Universal Nº 01/2013.

 

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