Enfermeiras maranhenses trabalham para aumentar número de doações de órgãos

Enfermeiras maranhenses trabalham para aumentar número de doações de órgãos
agosto 27 18:40 2014

doacaodeorgaos-20120309145433Quando um transplante de órgãos é bem sucedido, uma vida é salva e com ele resgata-se também a saúde física e psicológica de toda a família envolvida como paciente transplantado. A única forma de um indivíduo se tornar doador de órgãos, após sua morte, é avisar seus familiares, manifestando, em vida, este desejo.

E foi essa questão que motivou as enfermeiras, Georgina Macedo Sousa e Heloísa Rosário Furtado Oliveira Lima, a desenvolverem a pesquisa “Doação de órgãos e tecidos: uma pesquisa convergente assistencial”.

A pesquisa conta com apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA por meio do Edital Universal.

A proposta é aumentar o número de doadores e assim reduzir a fila de transplantes, ou seja, aumentar o número de potenciais doadores de órgãos, e ainda sensibilizar a sociedade com relação ao processo de doação de órgãos e tecidos.

“Nosso objetivo é construir, a partir da ativa participação dos atores envolvidos no processo de doação, captação e transplante de órgãos, medidas inovadoras visando o aumento das notificações, doações e transplantes no estado”, explicou a pesquisa, Georgina Macedo.

O estudo é realizado com abordagem qualitativa apoiado nos pressupostos da Pesquisa Convergente Assistencial, e estão sujeitos a pesquisa os grupos organizados da sociedade civil do estado (Associação dos Renais Crônicos, Transplantados Hepáticos, Deficientes visuais), a mídia, Promotoria da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde, serviços de terapia intensiva e de urgência e emergência dos Hospitais da Universidade Federal do Maranhão – UFMA e dos hospitais públicos e privados localizados na capital; Bancos de Olhos do HUUFMA, Comissões de Transplantes do Estado do Maranhão e de Hospitais Públicos e Privados.doacaodeorgaos

A doação de órgãos ou tecidos é um ato pelo qual se manifesta a vontade de doar uma ou mais partes do corpo para ajudar no tratamento de outras pessoas, e a pesquisa busca sensibilizar a sociedade para o ato.

“Utilizamos várias abordagens. Entre elas, a viabilização de parceiros como associações, instituições, promotoria de saúde, governos municipal, estadual, federal, e também a mídia como grande aliado na divulgação do trabalho e no recrutamento de novos aliados”, observou a pesquisadora Heloísa Lima.

A equipe irá realizar palestras em universidades, escolas e órgãos públicos e ainda um vídeo com depoimentos de doadores e de receptores de órgãos. “Queremos usar como ferramenta de incentivo para que outras pessoas se tornem doadores e aprendam o valor da doação”, falou Georgina Macedo.

Mas as pesquisadoras, Heloísa Lima e Georgina Macêdo, já se preparam animadamente para unir forças a um grande evento já agendado, a Campanha Nacional de Doação de órgãos, que será realizada em todo país, de 22 a 27 de setembro e mobilizará espaços públicos com a intensificação de atividades.

“É momento especial que acreditamos ter mais visibilidade para nosso trabalho, e consequentemente, o retorno esperado na redução das filas de transplantes”, concluiu a enfermeira Georgina Macêdo.

No Brasil só é possível a Doação de Órgãos com a autorização familiar. O passo principal para você se tornar um doador é conversar com a sua família e deixar bem claro o seu desejo.

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