Exposições de História Natural ajudam a popularizar a Ciência em Chapadinha

Exposições de História Natural ajudam a popularizar a Ciência em Chapadinha
julho 04 19:22 2013

7786231 origO Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Federal do Maranhão (CCAA/UFMA) conta com uma experiência inovadora na área de pesquisa e divulgação científica em todo o estado. Trata-se do “Museu de História Natural do Leste Maranhense” – um espaço dedicado à popularização do saber por meio da exposição permanente de várias espécies naturais.

Localizado na Unidade de Estudos Biológicos do CCAA, em Chapadinha, o Museu, que recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA, possui uma área coberta de 54 metros quadrados e uma zona para exposições vivas (abelhas melíponas sem ferrão, aquário de água doce e minhocário) adjacente ao hall principal, com cerca de 50 metros quadrados.

É nesse ambiente que está sendo desenvolvido o projeto “Exposições de História para popularizar o saber”, que tem como objetivo estreitar a relação entre os pesquisadores do CCAA e a comunidade do Baixo Parnaíba, especialmente de Chapadinha, por meio do acesso à informação científica, além de oportunizar o aprendizado sobre temas ligados à História Natural e, sobretudo, à conservação da biodiversidade. “Através do Museu e das exposições, podemos compartilhar um pouco das nossas experiências, conversar com as pessoas sobre o que fazemos aqui, esclarecer dúvidas e incentivar os jovens a se tornarem novos cientistas”, esclarece o Prof. Dr. Jivanildo Miranda, coordenador do projeto. 93257 orig

De acordo com Miranda – que é Doutor em Ecologia pela UNICAMP e atualmente faz estágio de pós-doutoramento na Universidade de Sydney, na Austrália -, a ideia do Museu teve início há quatro anos, com exposições pontuais realizadas nos corredores do Campus de Chapadinha. Mais tarde, com a liberação do prédio de Biologia e o apoio da diretoria do Centro, o projeto ganhou força e passou a funcionar aos sábados pela manhã ou em dias agendados para grupos escolares. “Em seguida, conseguimos bolsas da Fapema para que dois alunos ficassem trabalhando diretamente com o projeto. A partir daí fomos melhorando nossas ideias, acumulando materiais, envolvendo pessoas e a coisa foi se estabelecendo de forma gradual e consistente”, declarou o pesquisador.

Para Jivanildo Miranda, o mérito pela iniciativa do Museu deve ser atribuído principalmente aos alunos do curso de Ciências Biológicas do CCAA, “que deram e continuam dando contribuição significativa para o seu desenvolvimento”. O público alvo do projeto “Exposições de História para popularizar o saber” é constituído especialmente por crianças e jovens, que em geral estão acompanhados pelos pais ou responsáveis. “Eles representam o futuro da ciência”, disse. Segundo o pesquisador, a explicação sobre as exposições é feita em vários níveis de linguagem, de forma a atender as necessidades dos diferentes participantes.

Benefícios – Para Jivanildo Miranda, o projeto proporciona aos visitantes uma nova perspectiva sobre a importância da biodiversidade e da conservação das espécies. Além disso, também promove a formação de novos cientistas. “Ao visitar as exposições, os jovens normalmente ficam encantados com o que veem e quase sempre manifestam interesse em querer trabalhar com isso quando estiverem adultos”, comemorou o pesquisador. Ao mesmo tempo, segundo ele, os alunos que trabalham diretamente no museu têm oportunidade de aprender detalhadamente sobre a organização das exposições, de exemplares biológicos taxidermizados, montagem de esqueletos, diafanização, incrustação e outras técnicas de preparação de peças biológicas que não são exploradas em profundidade durante o curso de graduação.

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