Fapema e UFMA firmam parceiras para projeto de popularização da ciência na TV

Fapema e UFMA firmam parceiras para projeto de popularização da ciência na TV
novembro 10 13:07 2016

ufma-fapema-tv2Na última sexta-feira, dia 04, o diretor-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (Fapema), Alex Oliveira, e a reitora da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Nair Portela, se reuniram para tratar de um termo de cooperação entre as duas instituições. O termo objetiva criar, por meio da TV UFMA, mecanismos para a divulgação de pesquisas desenvolvidas no Maranhão pela Universidade e apoiadas pela Fapema.

 

Na reunião foi destacado que há uma realidade ainda muito desconhecida pelo grande público: a pesquisa científica e a inovação produzidas na UFMA. Segundo a reitora Nair Portela, o projeto vem contribuir com a Universidade para viabilização, por meio da TV UFMA, dos projetos de pesquisa e extensão da Fapema. “São inúmeras as iniciativas científicas realizadas na Universidade que muitas vezes ficam engavetadas, inaplicadas e, por mais que rendam bons resultados para sociedade, permanecem desconhecidas do grande público, por falta de apoio e de divulgação”, contou a reitora.

 

O termo englobará também outras universidades tanto brasileiras quanto estrangeiras, facilitando o acesso às informações de cunho científico e assim construir instrumentos de comunicação para popularizar a ciência.

 

Serão disponibilizadas 12 bolsas para os estudantes e os já graduados da UFMA, dos cursos de Comunicação Social (Rádio e TV, Relações Públicas e Jornalismo), Design e Ciências Sociais. Os formatos serão experimentados em duas séries de televisão de 10 episódios cada, com 30 minutos de duração, e mais conteúdo exclusivo para internet, derivado da série, somando um total de 20 episódios/programas jornalísticos, que concentrem a maior e mais completa abordagem sobre projetos de pesquisa e inovação desenvolvidos pelas Instituições de Ensino Superior.

 

Segundo Alex Oliveira, o programa pretende divulgar a produção científica do estado do Maranhão, como uma ferramenta de popularização da ciência. “Nós precisamos dar visibilidade ao que é produzido pelos nossos pesquisadores e alunos. Um número muito grande de propostas desenvolvidas e que precisam chegar de alguma maneira mais agradável e mais pedagógica para a sociedade”, disse.

 

Será executado em quatro etapas complementares durante o período de 12 meses com previsão de renovação para mais doze. No primeiro mês, o trabalho de seleção dos bolsistas será realizado pelo coordenador do projeto com base nas habilidades necessárias para o desenvolvimento das atividades. Após a fase de seleção terá início a fase de treinamento dos bolsistas. Essas duas fases compreendem a primeira etapa do projeto. Nesta etapa, os bolsistas receberão orientação acerca da ciência e inovação, dados da produção de pesquisa, principais agências de fomento, e padrões básicos ligados à divulgação científica. Após essa etapa de duração de um mês, a equipe dará início à coleta de dados e mapeamento das pesquisas sobre ciência e inovação. Serão dedicados dois meses para essa etapa.  Em seguida, será a produção do conteúdo, diante das informações coletadas na fase anterior, onde serão criados roteiros para os formatos com duração de oito meses. A quarta e última, inclui a divulgação dos resultados com duração de um mês.

 

O diretor da TV UFMA, Silvano Bezerra, afirma que os ganhos são enormes não só para a Universidade e para a TV, mas para o coletivo maranhense. “Geralmente não se fala em desenvolvimento científico e tecnológico nas programações de televisão. Esses temas são tratados de forma leve e sem profundidade. O que queremos fazer é exatamente o contrário. A televisão tem o propósito de dar visibilidade através de duas séries de programas diferentes que enfocam o desenvolvimento científico e tecnológico do Maranhão. O que os pesquisadores maranhenses estão desenvolvendo e que soluções tecnológicas eles estão empreendendo para mudar a vida das pessoas”, explicou.

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