Inclusão social e preservação da Lagoa do Bacuri são estimuladas através de pesquisa com foco ambiental

Inclusão social e preservação da Lagoa do Bacuri são estimuladas através de pesquisa com foco ambiental
agosto 27 13:02 2013

Lagoa do Bacuri 1

O município de Magalhães de Almeida ostenta um dos mais belos cartões postais do Maranhão: a Lagoa do Bacuri. Trata-se do maior corpo hídrico do leste maranhense, que tem função importante no equilíbrio do ecossistema da região. É nela que as águas do Rio Buriti desembocam e, logo em seguida, são lançadas no Rio Parnaíba, que liga tudo ao mar através do Delta do Parnaíba. Além de fonte de alimentos e água potável para a população, a Lagoa do Bacuri possui grande potencial turístico devido à grande riqueza de aspectos paisagísticos.
 
No entanto, apesar dos investimentos no local – atualmente está sendo construído um balneário com boa infraestrutura -, a atividade turística no entorno da Lagoa do Bacuri ainda vem sendo praticada de forma espontânea e inadequada. Problemas como poluição (devido ao lixo jogado pelos moradores e pelos turistas), pesca indiscriminada, corte de árvores das margens e retirada irregular de areia para construção civil são comuns nessa espécie de paraíso ecológico.

Preocupado em aliar o interesse econômico despertado pela atividade turística a práticas ambientais sustentáveis, o professor Antônio Cordeiro Feitosa, da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, está desenvolvendo o projeto “Turismo sustentável na comunidade do Bacuri: inclusão social na conservação da Lagoa do Bacuri, município de Magalhães de Almeida, estado do Maranhão”. O objetivo principal da pesquisa, que conta com o apoio da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão  – FAPEMA, é estimular a preservação da Lagoa do Bacuri a partir da prática de um turismo sustentável, que garanta geração de emprego e renda na região.

“A ideia é instrumentalizar a comunidade local para o conhecimento das potencialidades turísticas da Lagoa do Bacuri, utilizando a Educação Ambiental como ferramenta para a sensibilização e utilização sustentável dos recursos naturais disponíveis”, explica o pesquisador. Doutor em Geografia pela Universidade Estadual de São Paulo – USP, Júlio de Mesquita Filho, Antônio Feitosa há 10 anos desenvolve trabalhos sobre sustentabilidade ambiental, além de projetos de pesquisa e extensão na área do Delta do Parnaíba. Na opinião do pesquisador, capacitar pessoas da comunidade como agentes de turismo sustentável, além de criar fonte de renda para população, fomenta o desenvolvimento da região.

Para alcançar esse objetivo, estão sendo promovidas palestras e encontros a fim de esclarecer e conscientizar a comunidade sobre a questão ambiental. De acordo com o professor Feitosa, em menos de um ano já foram realizadas duas visitas à comunidade do Bacuri, onde foram feitas palestras sobre o tema da pesquisa. Na próxima visita, está prevista a realização de oficinas envolvendo a comunidade escolar.

O projeto  é realizado no Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais – NEPA, da UFMA. A equipe executora é composta pelos professores Antonio Cordeiro Feitosa, Zulimar Márita Ribeiro Rodrigues e Ulisses Denache Vieira Souza.

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