FAPEMA apóia projeto que busca tornar abacaxi de Turiaçu mais competitivo

FAPEMA apóia projeto que busca tornar abacaxi de Turiaçu mais competitivo
janeiro 16 11:59 2012

turiauUma pesquisa desenvolvida pelo professor, José Ribamar Gusmão Araújo, da Universidade Estadual do Maranhão (Uema), busca melhorar o plantio e definir ponto de colheita do abacaxi “Turiaçu”. As mudanças na produção podem tornar o apreciado fruto mais competitivo no mercado regional e nacional. A pesquisa tem o apoio do governo por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA).

Cultivado exclusivamente em comunidade rurais do pequeno município de Turiaçu, a 460 quilômetros de São Luís, o fruto transformou o local em segundo maior pólo produtor de abacaxi do Estado, com uma área plantada de 150 hectares. O modo de plantio do abacaxi, no entanto, ainda é rudimentar, com baixo emprego de tecnologia. Trata-se do chamado sistema “tacuruba”, caracterizado pelo cultivo itinerante e pelo “plantio diretor na pedra” – nome dado em alusão ao solo bastante pedregoso de algumas áreas da região.

Doutor em Agronomia e professor do Programa de Pós-Graduação em Agroecologia do Centro de Ciências Agrárias (CCA) da Uema, José Araújo, coordena, há cinco anos, pesquisa visando melhorar o sistema de produção do abacaxi. “As mudas são plantadas sem espaçamento definido, com baixo ou nenhum uso de insumos externos”, conta. Atualmente ele trabalha no projeto “Avaliação da Época de Plantio e Determinação do Ponto de Colheita de Abacaxi de Turiaçu no Município de Turiaçu, Maranhão”.

A pesquisa é feita em parceria com um grupo de professores da Uema, com o intuito de medir a qualidade do fruto em diferentes épocas de plantio, e para definir um ponto de colheita adequado às exigências de mercado. “Pretendemos aumentar a vida de prateleira do produto, reduzir o nível de perdas e oferecer maior segurança aos produtores na comercialização”, afirmou o pesquisador.

Os produtores poderão aumentar o tempo de oferta de frutos no mercado, passando dos atuais 3 ou  4 meses, para até 7 meses ao ano. “Com isso eles poderão planejar melhor as atividades, utilizar mão de obra de forma mais eficiente e programar a colheita para períodos mais favoráveis e preço”, apontou o pesquisador. “Já o consumidor terá acesso a um produto de qualidade, por um período maior”, completou. José Araújo. 

O experimento de campo foi instalado em 2010, na comunidade de Serra dos Paz. O plantio acontece em seis épocas distintas- de fevereiro a julho. A prefeitura de Turiaçu, a Associação de Produtores de Abacaxi de Serra dos Paz, Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Agerp), Secretaria de Desenvolvimento Agrário (Sedagro) e Embrapa- Cocais também colaboram com os trabalhos.  

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