Indicadores sobre a Baixada Maranhense são mapeados em estudo

Indicadores sobre a Baixada Maranhense são mapeados em estudo
janeiro 21 13:37 2015

baixadaRegião de muitas belezas naturais e recursos socioeconômicos que demonstram a singularidade e o valor do local, a Baixada Maranhense é formada por grandes planícies baixas que alagam na estação das chuvas, criando enormes lagoas em determinados meses do ano.

Mas a ausência de estudos e bancos de dados mais específicos, que possam ajudar no planejamento ambiental futuro dessa área, despertou o interesse da doutora em Geografia, Zulimar Marita Ribeiro Rodrigues, a desenvolver a pesquisa “Observatório da Baixada Maranhense: Monitoramento de indicadores socioambientais dos municípios da Baixada Maranhense”.

“O uso e ocupação do solo urbano têm gerado um acelerado consumo dos serviços e equipamentos urbanos, recursos naturais, principalmente as áreas de cobertura vegetal e os recursos hídricos, que são utilizados sem planificação urbana compatível do ponto de vista ambiental. Assim, conhecer e monitorar o crescimento das cidades é um importante sistema de planejamento e gestão ambiental para as cidades da Baixada”, justificou a pesquisadora.

A pesquisa que conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA, por meio do Edital da Rede de Pesquisa da Baixada Maranhense – Rebax, tem como proposta a elaboração de um sistema de indicadores de qualidade ambiental que, organizados e sistematizados no que deverá ser o Observatório da Baixada Maranhense, servirão de parâmetro na avaliação das características socioambientais da Região.

Zulimar Rodrigues é coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas Ambientais (NEPA) da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, que conta com o auxílio de mestres, doutores, professores e estudantes como colaboradores na pesquisa.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as maiores incidências de doenças estão relacionadas hoje à baixa qualidade de vida urbana. “Portanto, monitorar os indicadores urbanos é importante”, disse Zulimar, que continuou lembrando que o Ministério das Cidades, por meio da Política Nacional de Desenvolvimento Urbano, preconiza o uso de indicadores para monitorar as condições de vida das cidades. “Assim, a demanda pelo uso de índices já é um importante instrumento de planejamento e gestão”, concluiu.

A pesquisadora ressalta que a importância da pesquisa para a sociedade maranhense e para o desenvolvimento da região da baixada, está no fato de que ela deverá contribuir na construção de políticas públicas que deverão aliar crescimento sustentável e uma melhor aplicação de recursos.

Metodologia – Em relação à metodologia de trabalho, a pesquisadora ressalta que, dentre as técnicas utilizadas, foram realizadas pesquisas bibliográficas e documentais, análise de dados oficiais disponibilizados por órgãos como IBGE, além do mapeamento da região a partir do uso de imagens de satélites de média resolução.

A classificação dos municípios foi feita por meio da análise do PIB, IDHM e o Índice de Gini. “Os dois primeiros mais conhecidos mede renda e desenvolvimento humano, nas dimensões renda, longevidade e escolaridade. O Índice de Gini é usado para medir o grau de concentração de renda. Ele aponta a diferença entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos”, explicou.

A primeira etapa do levantamento e da análise dos indicadores e índices coletados já está avançada. Destaca-se que a utilização de software de sistemas de informação geográfica foi preponderante para a análise espacial dos dados sobre cobertura vegetal dos municípios, uso e ocupação dos solos urbanos. “Associaremos qualidade ambiental urbana e qualidade de vida”, observou Zulimar.

Ainda na primeira etapa, foi feita a análise geral dos indicadores urbanos dos seguintes municípios da Baixada: Anajatuba, Ariri, Bela Vista do Maranhão, Cajari, Conceição do Lago-Açu, Igarapé do Meio, Matinha, Monção, Olinda Nova do Maranhão, Palmeirândia, Pedro do Rosário, Penalva, Perimirim, Pinheiro, Presidente Sarney, Santa Helena, São Bento, São João Batista, São Vicente Ferrer, Viana e Vitória do Mearim.

A pesquisadora concluiu afirmando que o auxílio da Fapema teve papel fundamental no desenvolvimento da pesquisa ao estimular e financiar os docentes e discentes em seus projetos e ao capacitar os estudantes desde o ensino médio até a pós-graduação. “No nosso caso, temos alunos do COLUN, alunos de iniciação científica do NEPA; mestrado em Saúde e Ambiente da UFMA, do Mestrado e doutorado em Geografia da UNESP, enfim, no geral, há um ganho e crescimento científico para todos”, finalizou.

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