Mapeamento de mamíferos já encontrados no Nordeste revela novas espécies

Mapeamento de mamíferos já encontrados no Nordeste revela novas espécies
janeiro 20 18:29 2014

descobertas-e-sumicos01Em recente estudo feito pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mapeou as espécies de mamíferos de médio e grande porte que já foram registradas em parte do Nordeste do país. A análise dos animais terrestres encontrados na caatinga e na mata atlântica nordestina revelou duas novas espécies.

Feito durante o mestrado em zoologia do biólogo Anderson Feijó, o trabalho examinou 652 animais guardados e catalogados em museus de universidades. “Contabilizei os mamíferos depositados nos museus da Universidade Federal da Paraíba, da Universidade Federal de Pernambuco, da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Universidade de São Paulo, por serem as maiores coleções com representantes do Nordeste”, conta o pesquisador. 

biólogo também olhou para a literatura científica relacionada aos estados de Alagoas, Ceará, Pernambuco e Paraíba, em busca dos locais de ocorrência e dos nomes populares de cada animal já registrado. No total, ele foi capaz de identificar 40 espécies diferentes de mamíferos de médio e grande porte naturais do Nordeste.descobertas-e-sumicos02

O sagui, a raposinha e o guaxinim estão entre os animais mais abundantes na região. Já a onça-pintada, o tatu-bola e o tamanduá-bandeira estão extintos em diversos locais desses quatro estados analisados e só podem ser encontrados nos acervos dos museus.

“O tatu-bola, uma espécie restrita ao Brasil, não é mais encontrado em algumas regiões, como o estado da Paraíba e o Araripe cearense”, conta o pesquisador. “Como ele se enrola em vez de correr dos caçadores, é facilmente capturado, o que aumenta seu risco de extinção.”

eijó ressalta, no entanto, que algumas espécies para as quais não foram encontrados registros dentro dos estados estudados foram observadas em regiões muito próximas. “Há registros recentes de onça-pintada na Bahia e no Piauí, então é possível que haja espécimes em Pernambuco e Alagoas, mesmo que não tenham sido encontrados nas coleções dos museus”, comenta.

O trabalho foi o primeiro a analisar a distribuição e taxonomia dos mamíferos de médio e grande porte nesses estados. O biólogo acredita que o estudo é um pontapé inicial para organizar novas coletas. “Nossos resultados servirão de base para propor pesquisas em locais ainda não explorados”, diz.

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