Maranhense recebe título de professor emérito da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro

Maranhense recebe título de professor emérito da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
novembro 09 22:00 2009

O maranhense Manlio Silvestre Fernandes, engenheiro agrônomo, com mestManlio-Ruralrado e doutorado em Agronomia pela Michigan State University recebeu em outubro o importante título de Professor Emérito da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

 

Professor de nutrição de plantas nos cursos de graduação e pós-graduação da UFRRJ, Manlio também coordena um grupo de pesquisa com reconhecimento nacional e internacional.  O pesquisador é um dos fundadores do curso de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Maranhão e colaborador do curso de Mestrado em Agroecologia da Universidade Estadual do Maranhão, onde atua como coordenador geral do PROCAD, apoiado pela CAPES.

 

A equipe do Núcleo de Difusão Científica da Fapema (NDC) entrevistou o pesquisador Manlio para saber a importância do reconhecimento da UFRRJ e em que estágio se encontram as pesquisas na área de nutrição mineral de plantas no Maranhão. A seguir a entrevista.

 

 

NDC: Como surgiu o interesse pela pesquisa científica, principalmente a voltada às plantas?

 

Manlio: Como estudante de agronomia na UFCE me interessei pelo transporte de auxinas em plantas e fui convidado para auxiliar em pesquisa (a bolsa de iniciação científica da época) no laboratório do prof. Manuel Mateus Ventura, um grande cientista da área de bioquímica de plantas. Neste laboratório trabalhei com a análise de aminoácidos livres por cromatografia bidimensional em papel. Desde então estou ligado à pesquisa científica.

 

NDC: Como foi a sua formação no Maranhão?

 

Manlio: No Maranhão completei o segundo grau (científico), minha formação superior foi na Universidade Federal do Ceará (UFCE) e na Michigan State University.

 

NDC: Qual o sentimento, como maranhense e pesquisador, de receber o título de Professor Emérito da UFRRJ?

 

Manlio: É sempre bom ter reconhecido o trabalho como professor e como pesquisador, principalmente por uma instituição com a tradição da UFRRJ. Entretanto, isto torna mais difícil minha intenção de voltar ao Maranhão e pescar peixe-pedra.

 

NDC: Em qual estágio estão as pesquisas na área de nutrição mineral de plantas no Maranhão?

 

Manlio: As pesquisas têm evoluído, e o PROCAD contribui muito para isso. Temos hoje estudantes e professores da UEMA fazendo pesquisas sobre a eficiência de uso de Nitrogênio por plantas desde o nível molecular com arroz cultivado em fitotrons até experimentos de campo em Miranda do Norte. Poderíamos estar bem mais avançados se um número grande de professores qualificados não estivesse deslocado em funções administrativas.

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