Movimento empresarial pela inovação ganha força no Maranhão

Movimento empresarial pela inovação ganha força no Maranhão
outubro 28 22:42 2010

anderon“Uma empresa que hoje busca competitividade tem que fazer uso da inovação”. A afirmação do professor do Departamento de Turismo, da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Anderson Miranda, sintetiza a proposta que está sendo defendida no II Encontro Maranhense de Inovação. O evento, promovido pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), acontecerá até amanhã (29), na sede da Federação das Indústrias do Maranhão (FIEMA).

Palestrante desta quinta-feira (28), Anderson Miranda participou do painel “Movimento Empresarial pela Inovação”, coordenado pelo analista de Estudos e Políticas Industriais da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Rodrigo de Araújo Teixeira. O professor da UFMA defendeu um novo olhar para a inovação. “Inovação não vem de máquinas. Inovação vem de pessoas. Ideias precisam ser geridas e conduzidas para uma tomada de decisão dentro das empresas”, indicou.

O conceito de inovação ainda está muito ligado a tecnologias. Esse estreitamento, na opinião de Anderson Miranda, é importante, mas não dá conta da abrangência da cultura inovadora. “O novo pode surgir em um pequeno produto ou em um pequeno processo, até alcançar processos mais complexos e completos”, afirmou o professor, destacando como exemplo “a mudança de uma placa de sinalização e a melhoria do comportamento no atendimento ao público”.

Essa nova postura deve ser disseminada entre todos os agentes da empresa. “É um processo de busca por melhorias, com um comportamento proativo e integrado”, apontou Miranda. A academia também participa dessa ação e com um papel fundamental. “A universidade contribui com pesquisas e desenvolvimento. Nessa troca, os empresários podem ter um custo-benefício reduzido, porque deixam de lado consultorias tão caras e fazem a inovação acontecer no ambiente de trabalho”.

Núcleos de Inovação

O analista de Estudos e Políticas Industriais da CNI, Rodrigo de Araújo Teixeira, voltou a falar da rede de núcleos de inovação, da qual o Maranhão passou a fazer parte, nesta quarta-feira (27). A rede mobilizará os empresários em direção às políticas de inovação. “O empresariado tem que tomar o protagonismo da agenda inovadora. A inovação está muito mais perto do empresário do que ele imagina”, defendeu o analista.

Até 2013, a expectativa é sensibilizar 30 mil empresas, capacitar 15 mil e implantar planos de inovação em cinco mil desses empreendimentos. Além dos núcleos estaduais, foram criados núcleos setoriais, nas seguintes áreas: Indústria Eletroeletrônica; Máquinas e Equipamentos; Indústria têxtil; Materiais Metálicos; Indústria da Construção Civil; e Indústria de Higiene Pessoal.

O Maranhão é o sétimo estado a aderir à rede. Já estão prontos mais vinte núcleos de inovação, que devem contemplar todos os estados brasileiros. “Existem muitas discussões isoladas. O núcleo vem tentar organizar as discussões, de modo que a política pública seja feita de forma conjunta e compartilhada”, concluiu Rodrigo Teixeira.

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