Pesquisa busca otimizar produção de etanol no Baixo Parnaíba

Pesquisa busca otimizar produção de etanol no Baixo Parnaíba
abril 25 18:26 2014

cana-de-açucarDiante da crescente expansão do setor produtivo de fontes alternativas de energia (etanol e biodiesel), a cultura da cana no Maranhão – especialmente na região do Baixo Parnaíba – tem pela frente um enorme desafio: como conciliar o aumento da produção com a redução do impacto ambiental?

A resposta pode estar em dois projetos de pesquisa desenvolvidos pela professora Francirose Shigaki, do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Federal do Maranhão (CCAA/UFMA), e que conta com o apoio da FAPEMA.

O primeiro deles – intitulado “Seleção de variedades de cana-de-açúcar para o estado do Maranhão visando à produção sustentável de etanol” – tem como objetivo principal indicar variedades de cana-de-açúcar mais adaptadas às condições de solo e clima da região do Baixo Parnaíba.

O projeto foi implantado em 2009, numa fazenda de produção de cachaça da cidade de Brejo – MA.

O foco inicial do trabalho era o plantio de cana para a produção do etanol, que tem como um dos subprodutos a vinhaça.

No entanto, como o experimento ainda está numa área de produção de cachaça, os pesquisadores utilizam o vinhoto para aplicar na lavoura de cana como fertilizante.

“Estamos tentando mostrar aos produtores que eles podem utilizar o vinhoto que antes era jogado nos rios e usar na lavoura de cana para obter maior produtividade, sem poluir o meio ambiente”, esclareceu Francirose.etanol

Esse enfoque na questão ambiental é uma das características principais do segundo projeto desenvolvido por Francirose Shigaki – “Utilização da Produção de Etanol no Estado do MA, com Preservação da Qualidade da Água e do Ar”.

O objetivo aqui é construir uma barreira de contenção entre a área de produção de cana-de-açúcar e um manancial adjacente, na tentativa de barrar essa perda de nitrogênio na forma de nitrato para os corpos d’água próximos a áreas de produção.

“Vamos avaliar ao longo de 4 anos as perdas acumuladas de nitrogênio para atmosfera e lixiviado no perfil do solo, e também se essa barreira de espécies nativas pode frear a perda de nitrogênio que vai para a água”, declarou a pesquisadora.

Francirose Shigaki é professora Adjunta II do Centro de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Federal do Maranhão (CCAA/UFMA),com Doutorado em Ciência do Solo pela Esalq-USP.

Também é bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq (PQ-2F) e credenciada como Docente Permanente do Curso de Pós-Graduação em Energia e Meio Ambiente da UFMA.

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