Relação entre o cinema e a música de apelo popular é objeto de estudo

Relação entre o cinema e a música de apelo popular é objeto de estudo
junho 17 18:03 2013

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Em 19 de junho comemora-se o dia do Cinema Brasileiro, e se por um lado as trilhas sonoras ajudaram a dar uma identidade para os filmes, do outro a produção cinematográfica eleva a produção musical do artista. Filmes como Tropa de Elite, O Auto da Compadecida e Central do Brasil conseguiram atingir notoriedade e valorização tendo suas músicas facilmente identificadas. Juntos, a música e o filme trabalham para conquistar sucesso e é isso o que observou o doutorando e professor da UFMA, Márcio Monteiro, na pesquisa que analisa a canção popular no cinema e as estratégias para alcançar a fama.

A pesquisa “A canção popular no cinema: uma reflexão sobre blockbusters e hits” estuda o papel da trilha sonora em filmes que guardam toda uma expectativa de público e bilheteria. “Há um momento em que o blockbuster e os hits se encontram, dentro de uma estratégia firmada pelas grandes gravadoras e os grandes estúdios de filme, de modo que o filme e a música possam trabalhar juntos em prol do mesmo objetivo: sucesso. O que se quer é que o filme seja naquele período o mais visto e a música a mais ouvida. E no final das contas essa é uma reflexão sobre as indústrias cinematográfica e fonográfica rumo ao sucesso. Tudo isso, na minha perspectiva, pensado a partir da ideia do que é canção popular e o como é que a canção aparece no cinema”, afirmou Monteiro.

O cinema nasceu mudo, sem nenhum tipo de áudio, e o primeiro filme sonoro é de 1927, “O Cantor de Jazz”. A partir desse momento se começa a ter, de fato, a possibilidade da inclusão da música nos filmes. Antes disso se tinha a exibição na sala de cinema e uma orquestra se instalava na mesma sala e executava as canções enquanto o filme estava sendo projetado. “A partir de 1927 a situação muda, começa-se a ter o desenvolvimento de determinadas músicas próprias dos filmes que a gente chama de escore, que é aquela música desenvolvida para o filme. Com o passar dos anos os estúdios cinematográficos passam a aproveitar o material produzido pelas grandes gravadoras. Dessa união tivemos vários filmes que fizeram bastante sucesso junto com suas trilhas”, explicou o pesquisador.

Segundo Márcio Monteiro, as músicas podem apresentar várias possibilidades, como a de retratar algum período histórico, espaço físico, estado emocional e situação de cena. “Tenho um filme de gênero adolescente, uma comédia romântica, então, vou lá e pego as principais bandas que os adolescentes estão ouvindo e junto alguns sucessos dessas bandas, grupos e artistas, montando uma trilha sonora, selecionando uma música para cada personagem, uma música romântica para um momento específico. Isso depende muito do seu objetivo”, contou o doutorando.

Márcio pretende estender ainda mais a pesquisa durante seu doutorado. Ele recebeu apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA para apresentar esse projeto na cidade de São Paulo, em 2012, por meio do Edital de Apoio à Participação em Eventos Científicos – APEC.

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