Pesquisa sobre aproveitamento do óleo de cozinha é uma das ganhadoras do Prêmio Fapema 2011

Pesquisa sobre aproveitamento do óleo de cozinha é uma das ganhadoras do Prêmio Fapema 2011
novembro 22 12:39 2011

foto-pesquisaA preocupação ambiental é foco de um dos trabalhos vencedores do Prêmio Fapema 2011, categoria Jovem Cientista.  O trabalho trata sobre a coleta seletiva do óleo de cozinha saturado para a fabricação de sabão. Ele foi desenvolvido por uma equipe de alunos do curso de Química do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), do município de Zé Doca, tendo como autora a aluna Kelly Suelle Lima Silva, sob a orientação do professor José Sebastião Cidreira.

O reconhecimento de pesquisadores locais e o estímulo a divulgação cientifica e tecnológica do Maranhão são objetivos do Prêmio Fapema, uma iniciativa do Governo do Estado por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico do Maranhão (FAPEMA). O prêmio contempla deste jovens cientistas a pesquisadores sênior.  

A premiação é a mais importante do Norte/Nordeste. A solenidade de entrega dos troféus aos vencedores da sétima edição do prêmio acontecerá no dia 5 de dezembro, no Hotel Luzeiros e contará com as presenças da secretária de Estado de Ciência e Tecnologia Olga Simão e da diretora presidente da FAPEMA, Rosane Guerra.

“Foi muito importante ter ganhado o Prêmio FAPEMA, tendo em vista a sua grandiosidade. É muito satisfatório pra mim, pois o trabalho que desenvolvemos dentro do laboratório, em uma cidade pequena, é reconhecido pelas regiões Norte e Nordeste. É bom ter esse reconhecimento e saber que o nosso trabalho não é em vão”.

Pesquisa- O principal objetivo da pesquisa foi demonstrar uma forma alternativa de aproveitar os resíduos do óleo de cozinha saturado, transformando-os em sabão, com o intuito de estimular a prática de atitudes ecologicamente corretas em favor do desenvolvimento sustentável.

Kelly explica que o óleo comestível é utilizado para fritura de alimentos, mas deve ser usado de forma cuidadosa, pois o seu mau uso pode causar danos à saúde humana, como doenças cardiovasculares, hipertensão ou aumento do colesterol. “Em relação à natureza, apenas uma pequena quantidade do óleo é capaz de poluir um milhão de litros de água, o que é equivalente ao consumo de uma pessoa em 14 anos”, completa a aluna.

Durante sete meses o grupo de alunos percorreu estabelecimentos comerciais de Zé Doca, fazendo a entrega de recipientes onde foi feito o depósito do óleo saturado. Em uma data pré-estabelecida os alunos recolhiam o óleo separado e o levavam para purificação e então produziam o sabão.

Em outro momento foi feita a entrega do sabão nos comércios que haviam participado do processo de coleta, para comercialização. Com essa iniciativa os alunos estão evitando que óleo de cozinha saturado polua o meio ambiente e contribuindo para uma melhor qualidade de vida da população local. Além da estudante Kelly Suellen, participaram da pesquisa, Liliane Viera Oliveira, Darleila Damasceno Costa e Jakeline de Oliveira Sousa, que integram o Grupo de Pesquisa em Análises Químicas Sustentáveis – GPAQS.

O grupo desenvolve também outros trabalhos em análises químicas sustentáveis, produção de bicombustível, ensino de química, influencia do aspartame na produção de alimentos, agricultura familiar, ácidos e bases no cotidiano, nanotecnologia, processamento de biomassa para produção de energia renovável, processamento de sabão a frio, investigação das propriedades físico-químicas do sabão, clarificação e desodorização de gorduras para produção de sabonete e produção de saneantes a partir de produtos biodegradáveis.

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