Pesquisador maranhense desenvolve pesquisa com babaçu na USP

Pesquisador maranhense desenvolve pesquisa com babaçu na USP
setembro 11 16:22 2013

babacu sffAproveitar a fibra do babaçu como composição de aglomerados de madeira: esse estudo é fruto de uma pesquisa apoiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA, que procura a caracterização da fibra de babaçu para a avaliação do seu potencial na fabricação de materiais e na confecção de painéis que tenham como base esse material.

A pesquisa é desenvolvida pelo bolsista de Iniciação Científica (PIBIC) Nítalo Andre Farias Machado em seu estágio no Laboratório de Construções Rurais e Ambiência da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos – FZEA da Universidade de São Paulo – USP, sob coordenação do professor doutor Celso Kawabata da Universidade Federal do Maranhão – UFMA e dos professores doutores Holmer Savastano e Juliano Fiorelli, ambos da USP.

Segundo Nítalo Machado, atualmente existem inúmeros programas sociais a nível estadual e federal para tecnificar o processamento, mas, faltam estudos científicos sobre essas e outras palmeiras presentes na vasta diversidade de ecossistemas do Maranhão, e foi isso que motivou a realização de seu trabalho.

Nítalo espera que sua pesquisa, ainda em fase inicial, desperte o interesse de novos pesquisadores em estudar outros tipos de palmeiras típicas do Maranhão. Ele também espera que o material processado possa ser comercializado, uma vez que o trabalho utiliza os protocolos estabelecidos pela Associação Brasileira de Normas Técnicas.

Sobre a técnica, o pesquisador explica: “O babaçu é processado e misturado à resina de mamona. Após esse processo ele é compactado em um molde e vai para a prensa hidráulica a uma temperatura de 100ºc. São chapas com 10 mm de espessura e 40x40cm de comprimento e largura”.

O pesquisador esclarece, ainda, que o potencial lignocelulósico do babaçu, ou seja, a possibilidade de uso desse vegetal na produção industrial de bens de consumo, evita o desmatamento dos babaçuais, servindo como alternativa sustentável e como uma rota alternativa de provento das famílias que vivem da exploração do babaçu.

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