Pesquisadora desenvolve sensor capaz de detectar pesticidas vegetais

Pesquisadora desenvolve sensor capaz de detectar pesticidas vegetais
dezembro 03 19:22 2013

sensor inseticidaO Prêmio FAPEMA 2013, na categoria Jovem Cientista, área de Ciências Exatas e da Terra, foi para a estudante de Química Industrial (UFMA), Fernanda Gabrielle Soares da Silva, com a pesquisa “Construção, Caracterização Eletroquímica e Validação de Biossensores Enzimáticos para detecção de pesticidas em amostras ambientais”. A preocupação com as questões ambientais, sobretudo com aquelas que afetam diretamente a qualidade de vida dos maranhenses, foi o que motivou a jovem.

A concepção do trabalho surgiu a partir da constatação do uso de inseticidas com fósforo em sua composição na agricultura maranhense, que apresentam alta toxicidade tanto para mamíferos quanto para organismos aquáticos. A partir daí, Fernanda observou a necessidade de monitorar os resíduos destes poluentes de maneira mais rápida e eficaz. Assim, foi construído um biossensor eletroquímico para detecção rápida, com elevado nível de sensibilidade e em tempo real, de resíduos de inseticidas organofosforados em ambientes aquáticos.

A eletroquímica foi a principal aliada no projeto, pois o biossensor é amperométrico, ou seja, fornece respostas em nível de corrente elétrica. O princípio do método é baseado na inibição da enzima acetilcolinesterase devido à presença dos inseticidas organofosforados na amostra. “Quanto maior a corrente elétrica gerada pela reação da enzima que está imobilizada no sensor com seu substrato, maior sua atividade”, explicou a pesquisadora.

O biossensor, que já teve sua patente depositada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, tem componentes inovadores, que aumentaram a sensibilidade, como a incorporação de uma macroalga hidrolisada ao eletrodo de trabalho, juntamente com a enzima que é sensível aos organofosforados. “Em menos de doze minutos, é possível afirmar se existe resíduo de organofosforados e em que nível de concentração eles podem estar. Além de rápidas, as análises são precisas e de baixo custo, ideal para trabalhos de monitoramentos e resíduos em ambientes aquáticos ou mesmo nas feiras e supermercados”, observou Gabrielle que, no projeto, recebeu a orientação da Pós-Doutora Gilvanda Silva Nunes.

Para Fernanda, o Prêmio FAPEMA é um forte incentivo aos pesquisadores por estimular o desenvolvimento de projetos que contribuam para o crescimento do Maranhão. “A FAPEMA, além de reconhecer as pesquisas desenvolvidas, proporciona a aproximação das mesmas com a sociedade”, declarou.

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