Preservação de anfíbios e répteis da fauna maranhense é buscada em projeto de extensão

Preservação de anfíbios e répteis da fauna maranhense é buscada em projeto de extensão
outubro 09 21:40 2013

lagarto MA

Despertar o interesse da sociedade pela conservação da herpetofauna brasileira, mostrando, por meio de atividades educacionais, a importância de anfíbios e répteis ao ecossistema e como esses animais sofrem diferentes impactos decorrentes da atividade humana, é um dos objetivos do projeto de extensão “Herpetofauna: conhecer para conservar”, da professora da Universidade Federal do Maranhão – UFMA, Gilda Vasconcellos de Andrade.

O projeto é realizado com apoio da Fundação de Amparo a Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA, por meio dos editais Apoio a Projetos de Extensão – AEXT, Programa de Bolsas de Iniciação a Extensão – BEX e da Bolsa de Apoio Técnico a Projetos de Pesquisa Científica e Tecnológica -BATI, concedida aos alunos que fazem parte do projeto.

A professora Gilda Andrade, doutora pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP com pós-doutorado em Ecologia e Conservação pela Universidade da Flórida – EUA, disse que teve como motivação para a realização da pesquisa o desejo de transmitir para sociedade, de maneira mais eficiente, o conhecimento gerado pelas pesquisas do Laboratório de Herpetologia e Ecologia Aplicada à Conservação da UFMA.

Segundo a pesquisadora, existe uma preocupação em difundir as pesquisas e os conhecimentos produzidos pelo laboratório e não deixá-los apenas de forma restrita a partir de contatos diretos entre estudantes e pesquisadores do laboratório e pessoas associadas às áreas onde é feito o trabalho de campo, como as reservas naturais e sítios particulares. Outro espaço importante, apontado pela professora, é a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), realizada em 2013 de 21 a 26 de outubro na área externa do São Luís Shopping.

Ela ressalta que a maior difusão dos conhecimentos científicos irá permitir que possam ser aplicados no cotidiano das comunidades gerando mudanças de comportamento, como não matar serpentes e também orientar as pessoas de como agir em caso de acidentes com esses animais, contribuindo com a conservação ambiental e de anfíbios e répteis.

A professora aponta ainda como resultado positivo do trabalho, a formação de estudantes da graduação e pós-graduação em atividades de pesquisa e extensão e a capacitação de estudantes e professores de Ensino Médio e Fundamental.

Os resultados positivos do projeto já foram vislumbrados em escolas e comunidades que os bolsistas da UFMA e FAPEMA vinculados ao projeto, aplicaram o método. “A idéia de ‘nojo’ dos sapos e ‘medo’ das serpentes deu lugar à curiosidade e admiração, especialmente pelas crianças. Já tivemos pais com filhos em escolas mais distantes que vieram pedir ajuda para atuar também nessas outras instituições, ou seja, a importância desses animais passou a ser melhor compreendida”, disse satisfeita.

A expectativa da pesquisadora, que destacou o papel da FAPEMA como mola propulsora da pesquisa no estado, é que a importância ecológica, médica e socioeconômica da herpetofauna seja amplamente compreendida e que o Museu Virtual de Herpetologia do Maranhão seja reconhecido.

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