Projeto de extensão investe na popularização da ciência

Projeto de extensão investe na popularização da ciência
junho 30 19:07 2014

biotecnologiaHoje, 30 de junho, é Dia da Biotecnologia. Mas, afinal, você sabe o que é isso?

A ciência tem avançado em ritmo acelerado, mas o conhecimento da sociedade acerca desse assunto não tem acompanhado essa rapidez.

“Não só professores e alunos precisam de educação em ciência. O conhecimento científico torna-se cada vez mais necessário ao cidadão comum que constantemente é chamado para tomar decisões que envolvem temas tão complexos como organismos geneticamente modificados, por exemplo”, defendeu Ligia Tchaicka que, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA, coordenou o projeto de extensão “LABWICK Portas Abertas Ano II: Popularizando a Ciência”.

A pesquisa teve como objetivo atuar na popularização da ciência e alfabetização científica em diversos segmentos da sociedade nos municípios da Ilha de São Luís.

“Cada vez mais, corporifica-se a ideia da democratização da ciência e tecnologia como pré-requisito para o exercício da cidadania. Nesse sentido, cabe às instituições geradoras do conhecimento científico o dever de transferir, traduzir e disseminar as informações geradas, promovendo diálogo e crescimento para as partes envolvidas no processo”, explicou Tchaicka, que é doutora em Genética e Biologia Molecular.

O projeto de extensão é desenvolvido pelo Grupo de Estudos em Genética e Conservação (GGC), da Universidade Estadual do Maranhão.

Criado em 2008, o grupo é constituído por professores e estudantes de graduação e pós-graduação e desenvolve trabalhos de pesquisa e extensão voltados à genética e evolução, conservação da biodiversidade e popularização da ciência. “Buscando tomar parte no processo de aproximação entre a geração do conhecimento científico e sua popularização, surgiu, em 2011, o Labwick Portas Abertas com o objetivo de popularizar as ações desenvolvidas pelo grupo”, contou a pesquisadora.

No segundo ano do projeto, as ações tiveram, como estratégia principal, a aproximação do público alvo ao ambiente de pesquisa, abrindo as portas do laboratório a visitas ao laboratório de genética da UEMA, seminários abertos ao público, curso de capacitação para professores do ensino médio e manutenção de um site e um informativo digital.

“Já foram recebidos aproximadamente 500 alunos de ensino médio e fundamental de colégios da rede pública e privada de São Luís em visitas ao laboratório de genética da UEMA, nas quais os alunos puderam conhecer as dependências, equipamentos, seu uso e aplicação, visualizar cromossomos, extrair DNA e participar de jogos educativos em genética”, explicou.

Os estudantes de ensino médio que visitaram o laboratório também responderam a questionários para que a equipe pudesse compreender como as ciências têm sido abordadas no ensino e o aproveitamento da visita ao laboratório de genética.

“A maioria dos alunos tinha entre 15 e 18 anos. Apesar de 30% das escolas participantes possuir laboratório, apenas 2% dos alunos disseram já ter feito uso do espaço. Antes da visita, 100% manifestaram interesse em conhecer o laboratório de genética. Nesse sentido, observa-se que aulas práticas são muito apreciadas pelos alunos, embora não haja o efetivo uso das mesmas nas escolas”, contou Ligia Tchaicka.

Além dos estudantes de ensino médio e fundamental, o projeto atingiu outros públicos.

“Nossa intenção foi promover a discussão e a prática da educação em ciências também junto a estudantes de ensino superior e professores da rede pública do ensino médio, além de divulgar ao público em geral informações referentes às recentes descobertas nas diversas áreas da ciência”, acrescentou a coordenadora do projeto.

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