Reunião discute criação de curso de Engenharia Aeroespacial

setembro 04 18:44 2012

Um projeto para promover o conhecimento na área aeroespacial e integrar maranhenses nessa ciência. Assim pode ser definida a intenção de formar uma turma para o curso de especialização em engenharia espacial, aqui no estado. Uma reunião nesta terça-feira, 4, discutiu os avanços para materializar a implantação deste curso, originalmente planejado pelo Centro de Lançamento de Alcântara em parceria com Governo do Maranhão, as Universidades Federal e Estadual, além do Instituto Federal do Maranhão (IFMA).

A reunião aconteceu com a presença do Comandante do Centro de Lançamento de Alcântara, Ten.Cel. César Demétrio Santos; da Secretária de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SECTEC), Rosane Guerra; do reitor da Universidade Estadual do Maranhão, José Augusto Oliveira; do presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Tecnológico do Maranhão (FAPEMA), Antônio Luiz Amaral Pereira, entre outros parceiros do projeto. Em pauta neste encontro, acertos que visam garantir a implantação do curso para disseminar o conhecimento na área espacial, que ainda é tímido no estado.

Quando for implantado, o curso terá como meta promover a capacitação e a qualificação de recursos humanos para o Centro de Lançamento de Alcântara. Mas projeta ir além: quer difundir tecnologias sobre atividades aeroespaciais, diretamente relacionadas à metodologia do lançamento de foguetes. “Um dos nossos intuitos é, pegar o próprio efetivo que já trabalha no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e dar um conhecimento maior. De modo que esse profissional possa desenvolver uma pesquisa e deixar toda essa área aeroespacial mais atualizada e também resolver pendências em outros setores, como no desenvolvimento de satélites e atualizar sistemas no lançamento de foguetes”, explicou o Comandante do CLA, Ten.Cel. Demétrio Santos.

Na visão do Comandante do CLA, é necessária uma aproximação maior do Centro de Lançamento com a comunidade. Um curso, como esse, seria o primeiro passo. “O maranhense precisa conhecer um pouco mais o que é o CLA, o que é feito, precisa visitar e adquirir conhecimento, para que em possíveis concursos que surjam, todos estejam capacitados para desempenhar um bom trabalho”, analisa.

O curso deverá ser mantido pela Agência Espacial Brasileira. Para que isso aconteça será encaminhado um ofício explicando a metodologia e o potencial de mercado existente no Maranhão, para que o projeto possa ser apresentado e aprovado. Caberá à Agência a escolha da universidade que vai coordenar a execução do projeto aqui no estado.

Neste momento, o Instituto Federal do Maranhão (IFMA), a Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) participam das reuniões e da elaboração das diretrizes do curso. O reitor da UEMA, José Augusto Oliveira, coloca a instituição à disposição para aprofundar o debate, já que atualmente, existe um programa de pós-graduação com conhecimentos afins à área aeroespacial. “Já temos em andamento um programa em nível de mestrado em engenharia da computação; com um curso de especialização dessa ordem nós podemos avançar no programa de mestrado, incluindo disciplinas que atendam esse interesse do estado do Maranhão em formar profissionais nessa área do conhecimento que está sendo proposto”, frisou.

O presidente da Fapema, Antônio Luiz Amaral Pereira, destacou a importância da instituição nesta parceria com as universidades e o CLA, já que a Fundação poderá viabilizar convênios que facilitarão o repasse de recursos. “A Fapema entra para agilizar esse financiamento, através de convênios e assim conseguirmos interagir com as outras instituições. Nossa contribuição é essa: dar suporte para viabilizar a realização do curso”.

Apesar de ainda não estar finalizado, o projeto já tem algumas diretrizes definidas, como o período do curso – previsto para ter duração de vinte meses – e as disciplinas a serem transmitidas. Na lista, estão incluídas, matemática, física, ferramentas computacionais e introdução à engenharia: todas voltadas para o setor de foguetes. As aulas seriam ministradas por professores vindos do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) e também da UFMA, UEMA e do IFMA. Os módulos prevêem um total de onze disciplinas, com 80% da carga horária cumprida em sala de aula. Mas abre um espaço, também, para visitas técnicas tanto no Centro de Lançamento, em Alcântara, quanto no ITA, em São José dos Campos (SP). “Temos mais uma reunião para finalizar o projeto, estamos pensando inicialmente no curso de especialização, com perspectiva de em  um médio espaço de tempo, ele ser transformado num programa de pós-graduação, mestrado e doutorado em engenharia aeroespacial”, projeta a Secretária de Ciência e Tecnologia, Rosane Guerra.

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