Será que os maranhenses consomem a quantidade de fibras necessária à saúde?

Será que os maranhenses consomem a quantidade de fibras necessária à saúde?
julho 14 17:37 2014

fibrasAs fibras alimentares desempenham um papel importante na fisiologia do trato gastrointestinal e ajudam a controlar a glicemia e o colesterol. A pergunta é: com toda essa importância, será que a população de São Luís consome fibras alimentares adequadamente?

Para responder a esse questionamento, a pesquisadora Nayra Anielly Lima Cabral desenvolveu o estudo “O consumo de fibras alimentares em população adulta de São Luís”, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa e ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico do Maranhão – FAPEMA por meio do edital Universal. 

O objetivo da pesquisa era estimar o consumo de fibras alimentares na população adulta de São Luís. “Além disso, analisamos os perfis socioeconômico e demográfico da amostra em estudo, determinamos se as práticas alimentares revelam um consumo adequado de fibras alimentares e correlacionamos, ainda, o consumo de fibras com as variáveis socioeconômicas e demográficas”, explicou Nayra Cabral, que é professora do curso de Nutrição da Universidade Federal do Maranhão.

Segundo o Ministério da Saúde, cada indivíduo deve consumir de 20 a 25g de fibras alimentares por dia. No entanto, de acordo com dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE no período de 2002 a 2003, o consumo de fibras pela população brasileira é baixo, acompanhado pela elevada ingestão de gorduras e proteínas.

“Ainda são escassos os estudos publicados de base populacional, em especial com a população maranhense. Há, portanto, um desafio na realização de estudos enfatizando o consumo alimentar de fibras na dieta, afim de que se possa verificar os problemas e a abordagem das questões nutricionais da capital maranhense”, justificou a pesquisadora.

De acordo com a pesquisa, aproximadamente 40% dos adultos tiveram um consumo de fibras razoável, porém insatisfatório. O consumo desejável de fibras foi mais frequente entre mulheres, indivíduos de 41 a 50 anos, com ensino superior e pertencentesà classe econômica B2.

Quanto ao padrão de consumo intermediário, a maioria dos participantes do estudo que apresentou tal perfil era do sexo feminino, tinham idade de 31 a 40 anos, possuíam ensino médio e pertenciam à classe econômica B1.

Já a inadequação do consumo de fibras foi mais prevalente entre o sexo feminino, que apresentaram uma faixa etária de 41 a 50 anos, possuíam o ensino médio e de classe econômica C1.

Para Nayra Cabral, os produtos alimentícios à base de grãos integrais possuem um papel importante na prevenção e tratamento de diabetes mellitus e obesidade, constipação intestinal, entre outros. “Porém o seu consumo ainda é baixo na população adulta, sendo necessário encorajar seu consumo com ênfase a promoção de políticas dirigidas para estimular a ingestão de frutas, verduras e cereais integrais”, finalizou.

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