Tablets e smartphones à noite prejudicam o sono, indica pesquisa

Tablets e smartphones à noite prejudicam o sono, indica pesquisa
dezembro 23 13:02 2014

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Ler livros digitais antes de dormir pode prejudicar o sono e ter efeitos negativos sobre a saúde, segundo uma pesquisa realizada pela Escola de Medicina de Harvard, nos Estados Unidos.

Um grupo de pesquisadores da universidade comparou o efeito da leitura de livros de papel e de leitores digitais (e-readers) antes de drormir.

Eles verificaram que as pessoas que haviam lido livros digitais levavam mais tempo para adormecer e tinham um sono de pior qualidade.

Como consequência, se sentiam mais cansados ao acordarem na manhã seguinte.

Segundo os pesquisadores, a explicação estaria na luz emitida pelos e-readers, que podem interferir com o relógio biológico.

Nosso corpo se guia pela luz para diferenciar o dia e a noite e determinar seu ritmo.

Mas a luz azul, faixa de onda comum em smartphones, tablets e luzes LED (presentes em alguns tipos de TV, por exemplo), é capaz de interferir com o relógio biológico.

A exposição à luz azul à noite pode desacelerar ou impedir a produção de melatonina, hormônio que regula o sono.

Obesidade, diabetes e câncer

A pesquisa de Harvard deixou 12 pessoas dentro de um laboratório por duas semanas.

Eles passavam cinco dias lendo livros em papel e outros cinco dias lendo em um iPad.

Exames de sangue periódicos mostraram que a podução de melatonina era reduzida quando as pessoas liam no tablet.

Essas pessoas também demoravam mais para adormecer, tinham menos sono profundo e se sentiam mais cansadas na manhã seguinte.

“A luz emitida pela maioria dos e-readers brilha diretamente nos olhos do leitor, enquanto em um livro em papel ou no Kindle original, o leitor somente está exposto à luz refletida das páginas do livro”, disse à BBC o coordenador da pesquisa, Charles Czeisler.

Segundo ele, o prejuízo ao sono também afeta a saúde. “A deficiência de sono já foi relacionada ao aumento do risco de doenças cardiovasculares, doenças metabólicas como a obesidade e diabetes e ao câncer”, diz Czeisler.

“Por isso, a supressão da melatonina verificada nos participantes do estudo nos preocupa”, afirma.

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